RN tem uma mulher assassinada a cada dois dias em média, aponta relatório

Deputada Márcia Maia preside audiência pública sobre o assunto na ALRN

A cada dois dias em média, uma mulher é assassinada em algum lugar do Rio Grande do Norte. Os dados são do Observatório da Violência do Rio Grande do Norte (OBVIO-RN) que divulgou relatório neste mês de novembro. Os números, inclusive, deverão impulsionar o debate na audiência pública sobre os 16 dias de Ativismo pela Não Violência contra Mulher, a ser realizado na próxima segunda-feira (27), a partir das 14 horas, no auditório da Assembleia Legislativa.

A proposição do debate é da socióloga e deputada estadual Márcia Maia que mostra preocupação quanto aos números apresentados pelo relatório que retrata os casos de assassinato contra mulheres cometidos entre 1 de janeiro e 17 de novembro de 2017 e que confirma o crescimento da violência contra a mulher no estado.

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Pesquisa indica que 27% das mulheres nordestinas já sofreram violência doméstica

Nos estados do Nordeste brasileiro, 27% das mulheres com idade entre 15 e 49 anos já foram vítimas da violência doméstica praticada por maridos, companheiros ou namorados. As cidades onde essa violência foi maior são Salvador, Natal e Fortaleza. Esses são alguns dos dados levantados pela Pesquisa Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, apresentada na tarde desta quarta-feira (23) no auditório da representação da ONU no Brasil, em Brasília.

Elaborada em parceria com o Instituto Maria da Penha e coordenada pelo professor José Raimundo Carvalho, da Universidade Federal do Ceará, a pesquisa revela os impactos sociais, econômicos, emocionais e psicológicos nas vítimas e também na família, especialmente em crianças e adolescentes. Foram ouvidas 10 mil mulheres por 250 entrevistadores.



Sancionada lei que qualifica atendimento à mulheres violentadas

Mulheres violentadas tem direito a atendimento especializado

Nesta quinta-feira (9) foi sancionada pela Presidência da República um projeto que altera a Lei Maria da Penha, criando regras que qualificam o atendimento policial e a perícia junto a mulheres em situação de violência doméstica.

A lei, determina que esse trabalho deve ser prestado, de preferência, por servidoras do sexo feminino, que sejam previamente capacitadas. Além disso, traz também algumas garantias quanto aos questionamentos feitos, que devem dar prioridade à saúde psicológica e emocional da mulher e protegê-la do contato com os agressores.

De acordo com a lei, as políticas e planos de atendimento às mulheres em situação de violência devem priorizar a criação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), de Núcleos Investigativos de Feminicídio e de equipes especializadas para o atendimento e a investigação das violências graves contra a mulher.



Pesquisa mostra que 26% dos pediatras sofrem atos de violência no trabalho

Dois nem cada 10 pediatras afirma sofrer algum tipo de violência

Dois em cada dez pediatras no Brasil têm sido submetidos frequentemente a atos de violência em seu ambiente de trabalho. O dado está presente em uma pesquisa elaborada pelo Instituto Datafolha, sob encomenda da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que captou, em janeiro, a percepção de 1.211 pediatras de todos os estados. O resultado foi apresentado hoje (11), no 38º Congresso Brasileiro de Pediatria, em Fortaleza.

Em estruturas da rede pública de saúde, a incidência de tais casos aproxima-se de  30%, atingindo 26% do universo de médicos dessa especialidade. Em hospitais e consultórios privados, o indicador é de 12%. Outra revelação do levantamento é que 53% dos profissionais dividem o tempo entre expedientes das duas esferas.

Para a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, a lastimável situação é uma realidade que não fica restrita somente aos pediatras brasileiros, constituindo-se na vida da maioria dos médicos. Para que esse quadro seja desenredado, ela diz que os órgãos representativos da categoria precisam se mobilizar.

Enquanto 17% dos pediatras consultados declaram enfrentar agressões, 24% das profissionais mulheres sofrem com isso. Quando consideradas ocorrências dos últimos 12 meses anteriores à entrevista, a percentagem de mulheres atacadas sobe para 26%. Além disso, o nível de estresse ocasionado pelas condições de trabalho é o maior registrado entre as médicas nos últimos cinco anos: 66%.



Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas por diversos canais

O Disque Denúncia 180, o SOS Mulher e o Portal da Mulher Potiguar são ferramentas que estão disponíveis para qualquer cidadão potiguar que queira fazer denúncia de agressão contra a mulher, mesmo que seja apenas uma suspeita.

O SOS Mulher, que funciona 24 horas por dia através do número 0800 281 2336, é mantido pela Coordenadoria da Defesa da Mulher e das Minorias (CODIMM), órgão que faz parte da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).

O Disque Denúncia 180, também conhecido como Central de Atendimento à Mulher, é um canal criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). Ele recebe as ocorrências e encaminha para as forças de segurança dos estados de origem.

Já o Portal da Mulher Potiguar, é iniciativa da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres do RN (SPM/RN). Ele funciona através do endereço www.mulherpotiguar.rn.gov.br e para registrar algum caso de violência, basta acessar a aba ‘Denúncia’.

Somente este ano, em todo o Estado, esses serviços receberam 817 denúncias de violência contra mulheres. “São violências dos mais variados tipos, desde a mental até a física e sexual. Por isso a importância da denúncia e de preferência logo nos primeiros sinais de violência”, destacou Erlândia Passos, titular da Coordenadoria da Defesa da Mulher e das Minorias (CODIMM).



Entidades médicas anunciam campanha “Médicos contra a violência”

Entidades médicas anunciam campanha Médicos contra a violência

A insegurança vivenciada pelos profissionais médicos e por toda sociedade potiguar foi o principal motivo para uma coletiva de imprensa realizada pelas entidades médicas do Estado: Conselho Regional de Medicina – CREMERN, Academia Norte Riograndense de Medicina, Associação Médica do RN e Sindicato dos Médicos do RN – Sinmed, na tarde desta quinta-feira (10), no auditório da Associação Médica. Na oportunidade foi anunciada a campanha “Médicos contra a violência“.

Foram apresentados aos jornalistas dados sobre a insegurança no RN, baseados em números de vítimas da violência no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. “No maior hospital público do Estado, 36% dos óbitos são consequência de homicídios. A média de atendimento mensal de vítimas de violência é de 62% neste ano, sendo 4% maior que em 2016. Além disso, 80% do Hospital é ocupado por consequência de violências urbanas em geral, como agressões e acidentes“, argumentou o presidente do CREMERN, Marcos Lima de Freitas.

Os médicos também chamaram atenção para a questão da influência dessa insegurança afetar psicologicamente os profissionais da área de saúde e trabalhadores em geral.

A campanha deverá ser deflagrada ainda na segunda quinzena de agosto, onde os médicos pretendem sensibilizar inclusive outras categorias profissionais para que sejam cobradas das autoridades providências concretas para reverter o caos na segurança pública do Estado.

Além do presidente do CREMERN, Marcos Lima de Freitas, estiveram presentes os médicos Maciel Matias, presidente da Academia Norte Riograndense de Medicina, José Rosendo, presidente da Associação Médica do RN e Manoel Marques, diretor do Sindicato dos Médicos do RN.



Bancada federal do RN em Brasília emite nota sobre crise no sistema penitenciário

Em nome da bancada federal do Rio Grande do Norte, o coordenador, deputado federal Felipe Maia encaminhou na manhã desta sexta-feira (20), carta ao Ministro da Defesa, Raul Jungmann, com o intuito de solicitar o empenho urgente aos pleitos elaborados pelo governo do estado no tocante a ações no auxílio a restauração da normalidade do sistema de segurança pública norte-rio-grandense. Abaixo, segue nota à imprensa em que a bancada comenta os últimos acontecimentos que envolvem a crise no sistema penitenciário potiguar e se coloca à disposição do governo do estado para buscar soluções para o quadro de insegurança instalado no Rio Grande do Norte.

NOTA DA BANCADA FEDERAL DO RN

É grave e sem precedentes a crise na Segurança do Rio Grande do Norte.

A rebelião de Alcaçuz deixa o Brasil e o nosso Estado perplexos e com a certeza que apenas a UNIÃO de forças poderá solucionar o problema, trazendo a paz que todos pretendemos e merecemos.

Como coordenador da bancada federal do RN, testemunho e atesto a total disponibilidade de nossos deputados e senadores para ajudar – como nos cabe – em Brasília e no Estado.

Não nos omitimos nem esquivamos de nossas atribuições.

E é com este espírito – de união, colaboração e solidariedade – que mais uma vez e, agora, de maneira formal e pública nos colocamos à disposição do Governador Robinson Faria.

Felipe Maia

Deputado federal e coordenador da bancada federal do RN