“Uma violência gratuita, própria de um criminoso violento”, diz promotor atacado por servidor

Promotor atacado com tiros na sede da Procuradoria Geral de Justiça falou ao jornal Tribuna do Norte – (Foto: Aldair Dantas/Tribuna do Norte)

O Promotor de Justiça, Wendell Beetoven Rineiro Agra, que foi atacado na semana passada por um servidor do MPRN, juntamente com o outro representante ministerial, Jovino Pereira, concedeu entrevista ao jornal Tribuna do Norte. O Blog Sidney Silva trás a entrevista completa, confira:

Alegando ter sido vítima de um ato de “violência gratuita”, o promotor de Justiça Wendell Beetoven Ribeiro Agra, que responde pela Coordenadoria Jurídica Administrativa do MPRN,  detalhou como está seu processo de recuperação e o que pensa a respeito do atentado que quase lhe tirou a vida.

Como o senhor se sente?

Ainda muito mal. Vomitando sangue, com um pulmão perfurado e costelas quebradas. Na UTI, sem poder falar.

Como o senhor avalia a ação do servidor Guilherme Wanderley?

Uma violência gratuita, própria de um criminoso violento.

Ele emitiu sinais de que poderia agir daquela forma?

Nunca tive proximidade com esse servidor, portanto não tenho como avaliar o seu comportamento anterior. Ele trabalha no MP há quase 20 anos, sendo que nos últimos como assessor do procurador de Justiça Anísio Marinho Neto, atual Corregedor-Geral do MPRN. Só este, como chefe imediato e responsável e indicação para o cargo comissionado, tem condições de avaliar o comportamento do subordinado. Os assessores realizam trabalhos burocráticos no interior dos gabinetes dos assessorados. Pouco interagem com outros servidores ou promotores.

O Ministério Público tolheu direitos dos servidores? O que gerou a fúria dele?

O MPRN nunca tolheu direitos de servidores. Muito pelo contrário, ele têm boa remuneração, recebem em dia (o que não é comum no RN) e ótimas condições de trabalho. Guilherme, por exemplo, ganha R$ 10 mil por mês e cumpre uma jornada de 38 horas semanais.

Quais medidas o senhor irá tomar contra o servidor?

Não pretendo tomar qualquer medida contra o servidor. O caso é de Polícia e será julgado pelo Judiciário. Espero que ele continue preso e que seja condenado e cumpra a pena, como qualquer outro delinquente perigoso.

Como está sua situação hoje? O senhor quase ficou paraplégico, procede essa informação?

A minha situação física é muito delicada. Tenho dois filhos pequenos que estão sofrendo muito. Mas tentarei superar o episódio e voltar a trabalhar o mais breve possível.