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Pedido de prisão preventiva da PGR pode ocorrer após Carla Zambelli anunciar saída do Brasil, nesta terça (3). (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após ela anunciar a saída do Brasil e a licença do mandato parlamentar, nesta terça-feira (3). A notícia é da Gazeta do Povo.

O anúncio ocorreu após ela ser condenada a 10 anos e 8 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por suposta invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A informação foi confirmada pela PGR à Gazeta do Povo. Às 15h30, o pedido de prisão foi apresentado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-SP) e logo em seguida, a PGR confirmou o pedido.

Pela rede X, Lindbergh informou que protocolou a representação na PGR por considerar a saída de Zambelli como “risco concreto à aplicação da lei penal, à ordem pública e à integridade das instituições democráticas brasileiras”. “Logo após a condenação, a representada evadiu-se do território nacional, sem comunicação ao STF, e passou a ser mantida fora do alcance da jurisdição penal”, escreveu.

O petista ainda comparou a ação de Zambelli com o “modus operandi de Eduardo Bolsonaro, buscando apoio de autoridades estrangeiras contra ministros do Supremo, no contexto de uma trama golpista continuada”. Na representação, Lindbergh pede que a PGR:

– Promova o pedido de prisão preventiva da representada ao STF;

– Solicite a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol;

– Inicie o procedimento de extradição, com base nos tratados internacionais vigentes;

– Determine o bloqueio dos valores recebidos por Pix e apure os indícios de estelionato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal;

– E oficie ao Ministério das Relações Exteriores para revogação do passaporte diplomático da representada.

“A peça jurídica sustenta que a conduta de Zambelli configura ameaça grave e reiterada à soberania nacional e à ordem constitucional, exigindo resposta imediata do Estado para restaurar a autoridade da jurisdição penal e impedir que redes antidemocráticas instrumentalizem estruturas externas para garantir impunidade”, ressalta o deputado.

Segundo a assessoria da PGR, o órgão reconheceu que a deputada condenada tentou fugir da execução da pena imposta pela Justiça. Com a possível confirmação da fuga, a Procuradoria pede agora providências ao STF sobre a prisão da deputada. Não há previsão para a análise do STF sobre o pedido, mas a decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação contra a deputada.

À coluna Radar da Veja, algumas fontes informaram que o pedido de prisão deve ser apresentado ao Supremo ainda nesta terça-feira e ministros do STF já aguardam a manifestação da PGR.

Nesta terça (3), Carla Zambelli afirmou que deixou o país para “resistir” e buscar meios de denunciar o que chama de “amarras” que o Brasil estaria sofrendo por decisões judiciais, que ela classifica como “ditadura, falta de liberdade e censura”. Ela prometeu denunciar isso a “todas as Cortes” de todos os países europeus, citando particularmente Portugal, Espanha, Itália e França.

“Agora, mais do que nunca, vou poder a denunciar os desmandos que a gente observa nesse país e que eu tenho ficado calada diante de uma pressão judicial que tenho sofrido. Me cansei de ficar calada, de não atender o meu público”, afirmou.

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