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(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Fonte: Agência Brasil

A Polícia Federal afirma ter indícios de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria recebido pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Além dos valores, o parlamentar também teria sido beneficiado com viagens internacionais, hospedagens, despesas em restaurantes, voos privados e uso de imóveis de alto padrão ligados ao banqueiro.

As informações constam em uma representação enviada pela PF ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a deflagração da 5ª fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (7). Segundo os investigadores, as supostas vantagens teriam sido concedidas em troca da atuação parlamentar de Ciro Nogueira em temas de interesse do Banco Master.

Um dos pontos citados pela investigação é a Emenda nº 11, apresentada por Ciro Nogueira à PEC nº 65, em agosto de 2024. O texto, que ficou conhecido como “Emenda Master”, ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. De acordo com a PF, a proposta teria sido elaborada por assessores do Banco Master e entregue na residência do senador.

A investigação também aponta que Ciro Nogueira teria recebido outras vantagens econômicas, como a aquisição de participação societária na Green Investimentos S.A. por R$ 1 milhão, embora o valor equivalente fosse de R$ 13 milhões. A compra teria sido formalizada pela CNLF Empreendimentos Imobiliários, administrada por Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador. Ciro Nogueira é presidente nacional do Progressistas e foi ministro-chefe da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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