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(Foto: Alex Regis/Tribuna do Norte)
(Foto: Alex Regis/Tribuna do Norte)

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o não pagamento das parcelas do Fies compromete a sustentabilidade do programa. Cerca de 31,6 mil contratos do Fies, firmados até 2017, estão em atraso.

O acesso ao ensino superior abriu portas para milhares de potiguares nas últimas décadas. No entanto, para uma parcela significativa desses estudantes, a obtenção do diploma foi acompanhada pela contratação de financiamentos estudantis que resultaram em elevados níveis de endividamento, impondo um impacto financeiro de longo prazo. No Rio Grande do Norte, cerca de 31,6 mil contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), firmados até 2017, estão em atraso, somando um saldo devedor que ultrapassa R$ 1,2 bilhão.

Os dados mais recentes do Ministério da Educação repassados A TRIBUNA DO NORTE reforçam a dimensão do problema: o estoque total da dívida no Rio Grande do Norte supera R$ 1,26 bilhão, com valor médio de cerca de R$ 40 mil por beneficiário. Trata-se de um compromisso de longo prazo que acompanha os estudantes por mais de uma década.

Criado para ampliar o acesso à educação superior privada, o programa se consolidou como uma das principais portas de entrada para jovens de baixa e média renda. Contudo, a dificuldade de inserção no mercado de trabalho após o recebimento do diploma e o descompasso entre renda e valor das parcelas têm elevado os índices de inadimplência.

Esse cenário se agrava ao observar o perfil dos beneficiários: mais de 72% têm até 30 anos, e 62% dos contratos são de mulheres. Ou seja: são pessoas no início da vida profissional, com poucas oportunidades no mercado de trabalho e com renda instável.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o não pagamento das parcelas do Fies compromete a sustentabilidade do programa. “O pagamento regular constitui uma importante fonte de receita para o Fundo”, informou a pasta. O desafio se intensifica porque a dívida se estende por anos: em média, são 15 anos até a quitação.

Veja a notícia completa na Tribuna do Norte

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