Janot sugere que Cunha use tornozeleira eletrônica se STF negar pedido de prisão

Foto: J. Batista/Câmara dos Deputados
Foto: J. Batista/Câmara dos Deputados

No pedido de prisão preventiva que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da Câmara afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apontou cinco medidas alternativas caso o relator da Lava Jato na Corte, ministro Teori Zavascki, considere “descabida” aplicar a restrição de liberdade ao peemedebista.

Na peça, Janot sugere que Cunha passe a cumprir uma espécie de prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica e o “recolhimento” no período de funcionamento da Câmara, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 22h.

O procurador-geral da República também pede que o peemedebista seja proibido de manter contato pessoal, telefônico, por mensagem ou e-mail com parlamentares, ministros, servidores da Câmara ou com qualquer investigado ou réu na Operação Lava Jato.Ele também sugere que o peemedebista seja proibido de frequentar “quaisquer repartições públicas, em especial o Congresso Nacional”.

Para Janot, o presidente da Câmara afastado também deveria ser proibido de viajar para fora do País sem comunicar o Supremo e afirma que devem ser recolhidos os passaportes diplomáticos de Cunha e de seus familiares, “visto que a utilização deste é prerrogativa inerente ao exercício do mandato parlamentar que ora se encontra suspenso por decisão do STF”.

O pedido de prisão de Cunha foi enviado ao Supremo no dia 23 de maio. Nesta terça-feira (14) Teori deu cinco dias para a defesa do peemedebista se manifestar sobre o assunto.

Segundo o Estadão Conteúdo, a postura do relator da Lava Jato foi diferente da que adotou em relação a outros integrantes da cúpula do PMDB. Também nesta terça-feira, ele negou os pedidos de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), do senador Romero Jucá (RR) e do ex-presidente José Sarney.