SAÚDE: Apesar de indícios, OMS acredita em mais estudos para provar relação entre Zika e microcefalia

Pesquisadores publicaram um estudo que aponta o vírus como um dos possíveis culpados pela má formação do cérebro - Foto: Divulgação
A microcefalia não tem cura – Foto: Divulgação

A Organização Mundial da Saúde, a OMS, acredita que, apesar de fortes indícios, mais estudos precisam ser feitos para comprovar a relação do vírus Zika e o nascimento de bebês com microcefalia. A Organização se posicionou porque na última quarta-feira, dia 13, pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis dos Estados Unidos publicaram um estudo que aponta o vírus como um dos possíveis culpados pela má formação do cérebro. Até então, nenhuma grande pesquisa havia confirmado a relação. O médico Antônio Bandeira, que é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, considera a publicação americana como o primeiro passo para que outros estudos sobre o Zika sejam realizados.

“É o momento que as pesquisas têm que se intensificar, não só para que a gente conheça os fatores de risco identificados. É fundamental que a gente comece a desenvolver formas de prevenção através de vacinas, e outras formas de prevenção. E o terceiro ponto, nós precisamos pensar em terapias para que possam exatamente atuar no vírus, ou atuar na força de transmissão do vírus para o feto”, disse Antônio Bandeira, médico da Sociedade Brasileira de Infectologia

O vírus Zika tem sido motivo de preocupação principalmente para as futuras mamães, já que a microcefalia não tem cura. Até agora, já foram confirmados mais de mil e 100 casos de bebês que nasceram com o tamanho da cabeça menor do que o normal, no Brasil. Por isso, é importante lembrar que a forma mais eficaz de se prevenir de todas as doenças que o Aedes causa é não deixar o mosquito nascer. O Diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, explica como as mulheres grávidas podem se proteger.

“Contra o zika vírus, a principal proteção, é contra o mosquito. Além de eliminar qualquer fonte de criação de mosquito de dentro de casa, a proteção com roupas de mangas longas, calças longas, meias, o uso de repelentes, portas, abertas fechadas, ou teladas. Isso deve garantir uma segurança maior para gestante contra a picada dos mosquitos Aedes aegypti”, afirmou Claudio Maierovitch, Diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde

Segundo a repórter Bruna Goularte (Agência do Rádio), para proteger a sua família do Aedes aegypti, basta separar 15 minutos, por semana, para eliminar todos os focos do mosquito de dentro de casa. Mais informações sobre como combater o inseto podem ser encontradas na internet, no endereço:combateaedes.saude.gov.br