Sustentabilidade norteará revitalização da produção de algodão no RN

Matéria-prima versátil em todo o mundo, o algodão é utilizado em diversas indústrias, desde a têxtil, onde sempre ocupou destaque na moda, até a indústria alimentícia, com o óleo extraído de suas sementes sendo recomendado por suas características saudáveis. O Rio Grande do Norte, que já ocupou posição nacional de destaque na cotonicultura, está focando na retomada de sua produção de forma sustentável para alavancar a economia no semiárido por meio da elaboração do Projeto Algodão Agroecológico Potiguar, que busca a revitalização desta cultura associada aos sistemas agroalimentares e com a produção de algodão agroecológico já certificado e com comercialização totalmente articulada.

Como parte desse processo, o Governo do RN realizou nesta terça-feira, 19, o seminário “Algodão Agroecológico e Sistemas Alimentares”, focando a discussão das experiências bem sucedidas de produção e comercialização do algodão agroecológico em curso no estado da Paraíba e que podem ser implantadas no Rio Grande do Norte. O evento foi promovido pelo comitê gestor rural do RN, formado pelo Projeto Governo Cidadão, pelas secretarias de Agricultura Familiar (Sedraf) e Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE), Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) e pelo Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (IDIARN).


Governo do RN e Instituto Riachuelo apoiam cultivo de algodão no Seridó

A governadora Fátima Bezerra conduziu a criação de um grupo de trabalho para estudar a retomada da cultura do algodão no interior do Rio Grande do Norte, proposto inicialmente para os municípios de São José do Seridó, Cruzeta e Acari pelo Instituto Riachuelo. Diretor da entidade criada em junho de 2020 para promover o desenvolvimento econômico e social no Nordeste, Gabriel Rocha foi recebido em audiência pela chefe do Executivo estadual e equipe, na governadoria, na noite desta quarta-feira (23). Ele é neto do empresário Nevaldo Rocha, criador do Grupo Guararapes, que nasceu e se consolidou no RN. 

“A iniciativa e o olhar social do Instituto voltados para o Rio Grande do Norte ajudarão a fortalecer ainda mais os projetos governamentais executados pela Sedraf e outros órgãos, com Emater, Sape e Emparn, voltados ao desenvolvimento socioeconômico da agricultura familiar no estado”, disse a professora Fátima Bezerra. Ela acrescentou que o algodão vai possibilitar a abertura de novos nichos de mercado para o segmento, tanto na iniciativa privada, quanto no próprio governo, e citou algumas ações consolidadas de fomento, como o Pecafes.

O Programa Estadual de Compras da Agricultura Familiar e Economia Solidária adquiriu, em 2020, o equivalente a R$ 15 milhões em alimentos saudáveis produzidos por agricultores e agricultoras familiares, para composição de cestas básicas encaminhadas a estudantes da rede pública e pessoas em situação de vulnerabilidade social. O titular da Sedraf (Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural), Alexandre Lima, enfatizou que a retomada da cotonicultura no estado terá todo apoio da pasta. “Criamos uma linha especial de crédito através da AGN [Agência Norte-riograndense de Fomento] para a agricultura familiar, que poderá ser bastante útil nesse propósito”, citou.