Teich diz que deixou ministério por pressão para uso de cloroquina

Ex-ministro da Saúde, Nelson Teich. Foto: José Dias/PR

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich depõe nesta quarta-feira (5) à CPI da Covid no Senado Federal. Ele assumiu o ministério após a saída de Luiz Henrique Mandetta e deixou o cargo em maio de 2020, após menos de um mês no cargo. Em seu depoimento, Teich disse que a insistência do uso da cloroquina por parte do governo foi determinante para sua saída.

“Eu não diria fui enganado [ao assumir o Ministério], mas eu não precisaria de um período longo para perceber que eu não teria a autonomia necessária para conduzir as ações”, disse Teich.

“É uma conduta que pra mim, tecnicamente, era inadequada [a implementação da cloroquina]. Isso é para qualquer medicamento. Existe uma metodologia para você incorporar um medicamento”. A CPI da Covid recebe nesta quinta-feira (6) o atual titular do ministério da Saúde, Marcelo Queiroga, às 10h, e o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, às 14h.

Congresso em Foco


Bolsonaro defende ‘nebulização’ de cloroquina

Presidente Jair Bolsonaro volta a fazer defesa do uso da Cloroquina – (Foto: Alan Santos)

Jair Bolsonaro voltou a defender o uso da cloroquina no tratamento de pacientes com Covid, e dessa vez através de nebulização.

Na última sexta-feira, o presidente entrou ao vivo em um programa da rádio Acústica, do interior do Rio Grande do Sul, para comentar o caso de uma médica que teria sido demitida após fazer uso de nebulização de hidroxicloroquina diluída em soro nos pacientes com Covid.

Nós temos uma doença que é desconhecida, com novas cepas, e pessoas estão morrendo. Os médicos têm o direito, ou o dever, de que, no momento que falta um medicamento específico para aquilo com comprovação científica, ele pode usar o que se chama de off-label – fora da bula”, afirmou o presidente.

Ela (a médica) falou muito humildemente que não é ideia dela a questão da nebulização. A primeira vez que ouvi falar disso foi lá no estado do Amazonas. Agora, aqui no Brasil, a pessoa é criminalizada quando tenta uma alternativa para salvar quem está em estado grave.”

Bolsonaro precisa ser removido do Planalto o quanto antes.

O Antagonista


TCU pede explicações sobre o uso de recursos do SUS com cloroquina

Ministro deve repassar informações para o TCU em prazo estabelecido

O Ministério da Saúde tem cinco dias para prestar informações ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o uso de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) na distribuição de cloroquina e hidroxicloroquina para tratar pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. A ordem partiu do ministro Benjamin Zymler, depois que uma auditoria feita pela área técnica do tribunal apontou ilegalidade no custeio dos remédios sem eficácia comprovada para uso contra a covid-19.

Apesar da ausência de validação científica, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apostaram nos medicamentos como estratégia de tratamento precoce contra o vírus.

No despacho, o ministro do TCU afirma que os remédios só poderiam ter sido fornecidos pelo SUS para tratar a doença se houvesse autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de autoridades sanitárias estrangeiras.

A prescrição destes fármacos contra a covid-19 é rejeitada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

 “Verifica-se não haver amparo legal para a utilização de recursos do SUS para o fornecimento desses medicamentos com essa finalidade”, diz um trecho do ofício.


ENTREVISTA: Sociedade Brasileira de Medicina Intensivista não recomenda o uso da Cloroquina e da Ivermectina

Médico diz que Sociedade ainda não discute o uso da Ivermectina

O médico, Fernando Carriço, que é presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Intensiva no Rio Grande do Norte, concedeu entrevista nesta terça-feira (16), ao radialista Alexandre Costa, no programa Cidade Alerta, da Rádio Rural FM 102,7, falando sobre o uso da cloroquina e da ivermectina como medicamentos preventivos para o Covid-19. Ele disse que não existem evidências científicas dando conta que seja verdade que tomando uma dessas medicações, as pessoas estejam imunes a doença.

Confira a entrevista, aonde o médico Fernando Carriço, fala de outros assuntos relacionados a pandemia.


Caicó: Cloroquina já é usada em pacientes com Covid-19 no Hospital Regional e não faz o efeito esperado

Cloroquina é usada em pacientes do Hospital Regional e não faz o efeito esperado

Os médicos que atuam no Hospital Regional do Seridó em Caicó, já estavam fazendo o uso da Cloroquina nos pacientes que chegam à unidade com o quadro de saúde agravado por causa da Covid-19.

No período em que a medicação foi administrada em pacientes, não se constatou melhora no quadro de saúde de nenhum deles.

Informações que chegaram ao Blog Sidney Silva dão conta que um exemplo, é o paciente da cidade de Carnaúba dos Dantas, que morreu com Covid-19. Ele tomou Cloroquina por 5 dias e não teve melhora, pelo contrário, morreu.


ENTREVISTA: Presidente do Cremern confirma que protocolo para uso de cloroquina está valendo no RN

Tratamento para pacientes com os medicamento liberados, deve ser de acordo com cada caso

O presidente do Conselho Regional de Medicina no Rio Grande do Norte, Marcos Lima, concedeu entrevista ao programa Cidade Alerta, na Rural RF 102,7, falando sobre as recomendações na qual estabelece critérios e condições para a prescrição de medicamentos em pacientes com diagnóstico confirmado de COVID-19.

O documento foi elaborado após sessão plenária realizada na última segunda-feira (18)

O CREMERN esclarece que a Câmara Técnica de enfrentamento à COVID-19 e os Conselheiros estão cientes da falta de evidências científicas robustas para o tratamento dessa enfermidade.

No presente momento, o descompasso entre os efeitos da pandemia e as respostas da ciência exigem um olhar diferenciado sobre essas observações.


Bolsonaro: “Quem for de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína”

Bolsonaro recomenda o uso de Cloroquina ou do refrigerante Tubaína

Deu n’O Antagonista que Eduardo Pazuello deve assinar amanhã o novo protocolo da cloroquina, autorizando o uso do medicamento no início do tratamento da Covid-19.

Eduardo Pazuello deve assinar amanhã o novo protocolo da cloroquina, autorizando o uso do medicamento no início do tratamento da Covid-19.

Em live com o jornalista Magno Martins, Jair Bolsonaro disse que o novo protocolo é resultado da democracia, porque “você toma se quiser”.

E emendou: “Quem for de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína”.


Hidroxicloroquina e cloroquina viram produtos controlados

A Anvisa enquadrou a hidroxicloroquina e a cloroquina como medicamentos de controle especial. A medida é para evitar que pessoas que não precisam desses medicamentos provoquem um desabastecimento no mercado. A falta dos produtos pode deixar os pacientes com malária, lúpus e artrite reumatoide sem os tratamentos adequados.

A Agência recebeu relatos de que a procura pela hidroxicloroquina aumentou depois que algumas pesquisas indicaram que este produto pode ajudar no tratamento da Covid-19. Apesar de alguns resultados promissores, não há nenhuma conclusão sobre o benefício do medicamento no tratamento do novo coronavirus.

Ou seja, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus.

Como ficam os pacientes que já precisam do medicamento?

Os pacientes que já fazem uso do medicamento poderão continuar utilizando sua receita simples para comprar o produto, durante o prazo de 30 dias. A receita será registrada pelo farmacêutico, que já está obrigado a fazer o controle do medicamento no momento da venda.

A nova categoria significa que o medicamento só poderá ser entregue mediante receita branca especial, em duas vias. Médicos que fazem a prescrição de hidroxicloroquina ou cloroquina já devem começar a utilizar este formato.

A hidroxicloroquina já estava enquadrada como medicamento sujeito à prescrição médica. Com a nova categoria, a venda irregular pelas farmácias é considerada infração grave.

O uso sem supervisão médica também pode representar um alto risco à saúde das pessoas.

Confira as principais perguntas e respostas sobre o que a Anvisa está fazendo com relação aos medicamentos para a Covid-19.