Brasil volta a ter recorde na média móvel de mortes pela Covid-19 após 11 dias

Nesta segunda-feira (12), o Brasil voltou a registrar a maior média móvel de mortes de toda a pandemia da Covid-19. Com 1.480 mortes confirmadas nas últimas 24 horas, a média móvel subiu para 3.124 mortes por causa do novo coronavírus.

O recorde anterior havia sido antes do feriado da Páscoa, em 1º de abril, quando a média móvel estava em 3.117 vítimas diárias. A média móvel é calculada com a soma e divisão por sete dos registros dos sete dias anteriores e é utilizada para entender a evolução da doença independentemente de oscilações diárias, relacionadas com a rotina de trabalho das secretarias estaduais e municipais.

Com a atualização, divulgada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o país chega a 13.517.808 casos e 354.617 mortes causadas pela doença. Foram 35.785 novos casos confirmados nesta segunda-feira.

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Fiocruz: média de mortes diárias por covid-19 cresce 60% em um mês

O número de mortes diárias por covid-19 chegou ontem (11) a 1.702, segundo a média móvel de sete dias divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Isso representa aumentos de 60,9% em relação a um mês antes, quando foram registrados 1.058 óbitos, e de 48,2% na comparação com 14 dias antes (1.148 mortes).

A média diária de mortes vem batendo recordes consecutivos há 16 dias. O número registrado ontem pela Fiocruz está 55,2% acima do pico em 2020 (1.096 óbitos, notificados em 25 de julho).

A média móvel de sete dias é calculada por meio da soma dos casos registrados no dia e nos seis dias anteriores e da divisão do total por sete. Por isso, os números divergem daqueles apresentados pelo Ministério da Saúde, que apresenta apenas o número de óbitos registrados em um dia específico.

O número de casos, de acordo com a média móvel de sete dias, também apresentou volume recorde ontem: 69.140 – 34,5% acima de 14 dias antes (51.405 casos) e 52,4% a mais do que o registrado um mês antes (45.373).

Agência Brasil