Eficácia de 1ª dose de Pfizer e AstraZeneca contra variante Delta é de 30,7%, diz estudo

Uma pesquisa feita no Reino Unido e publicada nesta quarta-feira (21) aponta que a eficácia da primeira dose das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca contra a variante Delta do coronavírus é de 30,7%, com uma variação de 25,2% a 35,7%, informam as agências internacionais.

O estudo, realizado por pesquisadores do sistema de saúde britânico, da Universidade de Oxford e do Imperial College, reforça a importância de receber a segunda dose dos imunizantes contra a Covid.

De acordo com a pesquisa, quando o ciclo das duas doses é completado, as taxas das duas vacinas duplicam e, em alguns casos, quase triplicam contra a variante.

No caso da AstraZeneca, a eficácia chega a 67%, com resultados entre 61,3% e 71,8%; no da Pfizer, o mesmo índice chega a 88%, variando de 85,3% a 90,1%.

“Diferenças pequenas foram encontradas nas eficácias das vacinas contra a variante Delta na comparação com a variante Alfa, após o recebimento de duas doses. (…) Esta descoberta pode apoiar os esforços para maximizar a aplicação das duas doses das vacinas em populações vulneráveis”, diz o artigo publicado no New England Journal of Medicine.

O Antagonista


Casos da variante Delta do novo coronavírus chegam a 135 no Brasil

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (21) que foram identificados 135 casos da variante Delta do novo coronavírus em circulação no Brasil. Desses, cinco casos evoluíram para quadro grave que resultou em morte. As ocorrências foram registradas no Maranhão (1) e no Paraná (4). Antigamente conhecida como “variante indiana”, essa cepa possui uma taxa de infecção maior do que o novo coronavírus original.

Do total de casos registrados até agora, são seis no Distrito Federal, dois em Goiás, seis no navio que esteve na costa do Maranhão, um em Minas Gerais, 13 no Paraná, dois em Pernambuco, 87 no Rio de Janeiro, três no Rio Grande do Sul (sendo um caso considerado importado do RJ), cinco em Santa Catarina e dez em São Paulo

Os dados foram divulgados em levantamento do Ministério da Saúde sobre vigilância genômica do novo coronavírus.

A pasta informou que tem dialogado com secretarias de Saúde para ampliar a vigilância sobre a variante. Entre as ações recomendadas está o sequenciamento genômico para mapear a presença da variante em cada estado ou município.