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Do laboratório ao viveiro: startup nordestina leva ciência ao agronegócio e fatura com camarão no RN — Foto: Reprodução/Tv Globo
Do laboratório ao viveiro: startup nordestina leva ciência ao agronegócio e fatura com camarão no RN — Foto: Reprodução/Tv Globo

Às margens da Lagoa de Guaraíras, em Tibau do Sul (RN), a carcinicultura vem passando por uma transformação ao unir tradição e inovação. Pequenos produtores da região, historicamente ligados à criação de camarão, passaram a adotar tecnologia genética como forma de melhorar a produtividade e a rentabilidade.

Um dos exemplos é o produtor familiar Hailton Alves Marinho, que integra um grupo de 28 criadores beneficiados por uma tecnologia desenvolvida por três empreendedores potiguares. A iniciativa levou ao campo um método científico capaz de selecionar camarões mais resistentes e produtivos, impactando diretamente os resultados das fazendas.

A tecnologia foi criada por Roseli Pimentel, Luciana Menollilanza e Daniel Lanza, a partir da constatação de que os testes genéticos disponíveis eram feitos apenas no exterior e a custos elevados. O trio desenvolveu uma solução 100% nacional, com apoio acadêmico da UFRN, voltada à identificação das melhores famílias genéticas para cultivo.

Com investimento inicial de R$ 700 mil e aporte total de cerca de R$ 2 milhões, o grupo estruturou um laboratório próprio. Atualmente, a empresa atende produtores no Brasil e no exterior, como México e Arábia Saudita, e registra faturamento anual de aproximadamente R$ 390 mil.

No campo, os resultados são concretos. Hailton produz cerca de 3 mil quilos de camarão por mês, com custos controlados e lucro líquido em torno de R$ 6 mil. No cenário estadual, o Rio Grande do Norte responde por 80% da produção nacional em viveiros familiares, movimentando cerca de R$ 450 milhões ao ano, com a biotecnologia se consolidando como aliada do desenvolvimento sustentável no setor.

Fonte: g1

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