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promotor de Justiça Geraldo Rufino
promotor de Justiça Geraldo Rufino

O júri popular que vai julgar Pedro Inácio Araújo Filho, acusado de estuprar e matar a jovem Zaira Cruz, começa nesta segunda-feira, 2 de junho, em Natal. O caso, que inicialmente tramitava na Comarca de Caicó, foi desaforado (transferido) para a capital após pedido feito pela defesa do réu, acatado pela Justiça.

O promotor de Justiça Geraldo Rufino de Araújo Júnior, que atuou no caso quando o processo pertencia à Comarca de Caicó, em entrevista ao jornalista Sidney Silva, em 2024, comentou sobre o caso como autoridade conhecedora dos autos e dos detalhes da investigação. Ele afirmou que, apesar de Pedro Inácio ser uma pessoa considerada de boa conduta, as provas técnicas são claras e fortes.

Conheço pessoas próximas a ele (Pedro Inácio), e realmente a gente estranha, porque é um rapaz de boa família, de boa formação, trabalhou no fórum de Currais Novos, era bem conceituado. Tanto que dois juízes de lá aceitaram ser suas testemunhas, assim como um padre daqui de Caicó. Então, é uma pessoa de bom comportamento. Agora, o fato em si também não resta menor dúvida. A prova pericial do que aconteceu é muito forte. Zaira foi violentada, Zaira foi sedada, Zaira foi assassinada. Não há dúvida”, afirmou.

Geraldo Rufino também rebateu a tese da defesa, que tenta atribuir o crime a outra pessoa. “Para aparecer uma outra pessoa, essa pessoa teria que ter sido identificada. E chegar agora num júri e dizer que foi fulano, mas cadê a prova de que foi fulano?”, questionou.

Segundo ele, quando Pedro foi ouvido, teve a chance de se defender, mas disse que esqueceu o que ocorreu. “É possível? É possível. Não estou aqui para entrar na cabeça de ninguém. Mas a gente não tem outra pessoa a quem atribuir. Foi com ele que ela saiu, o carro era dele, não há nenhum sinal de que houve assalto ou algo parecido, e ele levou ela morta para o lugar onde foi encontrada. Então, qual é a explicação que eu posso ter? Eu só posso achar que foi ele. Eu só posso estar convencido de que foi ele.

O promotor finalizou dizendo que a defesa do réu terá a oportunidade de apresentar seus argumentos durante o julgamento. “É óbvio que a Defesa vai ter o seu trabalho, vai poder fazer sua exposição, apresentar seus argumentos”, concluiu.

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