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Mineração no Seridó

O município de Currais Novos consolidou-se como o principal polo de mineração do Rio Grande do Norte, sendo responsável por 83,7% dos royalties arrecadados pelo estado entre janeiro e abril deste ano. Dos R$ 8,3 milhões gerados em receita pelo território potiguar através da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), a cidade concentrou expressivos R$ 6,9 milhões. Esse montante impressionante já representa 89,2% de toda a arrecadação do município no ano anterior, impulsionado fortemente pela extração do ouro, seguida pelo tungstênio e pelo granito.

De acordo com as autoridades locais, esse volume financeiro recorde reflete o forte potencial geológico da região e a confiança do setor privado. Os recursos extras têm sido direcionados para a melhoria dos serviços públicos e ampliação da capacidade de investimento na cidade. Contudo, o grande desafio apontado pela gestão pública e por especialistas do Sebrae é transformar essa riqueza temporária em um legado duradouro. A recomendação é criar uma espécie de “poupança estratégica” para financiar a infraestrutura, a qualificação profissional e a diversificação econômica para o futuro.

O boom na arrecadação é explicado por especialistas pelo aumento progressivo na produção da mineradora Aura Minerals e pela valorização global do tungstênio, metal essencial para a indústria de armamentos militares. A extração de ouro ganhou ainda mais tração após o início da exploração comercial do projeto Aura Borborema, no fim do ano passado. Recentemente, um acordo firmado para o desvio de um trecho da BR-226 permitiu expandir o acesso às reservas da mina, o que projeta um aumento espetacular de 82% na estimativa de produção de ouro para as próximas duas décadas.

Enquanto Currais Novos lidera isoladamente o ranking da mineração no Rio Grande do Norte com a exploração de metais preciosos e de alta demanda internacional, outros municípios potiguares aparecem bem atrás na arrecadação da CFEM. Cidades como Parnamirim, Baraúna e João Câmara também figuram na lista dos maiores arrecadadores de royalties minerais do estado, mas com valores significativamente mais modestos. O cenário atual confirma a região do Seridó como o grande motor econômico do setor mineral potiguar.

Fonte: Tribuna do Norte

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