
A substituição de Aldo Rebelo pelo ex-ministro Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC) desencadeou uma profunda crise interna na legenda, acompanhada de ameaças de judicialização. Aldo havia sido lançado oficialmente em janeiro como a grande aposta do partido para ganhar visibilidade nacional, já que a sigla não possui representação no Congresso nem tempo de propaganda no rádio e na televisão. Contudo, após receber um prazo de seis meses para demonstrar competitividade nas pesquisas de intenção de voto, seu desempenho ficou abaixo do esperado, levando a direção nacional, liderada por João Caldas, a mudar os rumos do projeto eleitoral.
O novo escolhido, Joaquim Barbosa, filiou-se ao DC em abril e traz o peso de sua projeção nacional como ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do Mensalão. Pesquisas qualitativas internas encomendadas pelo partido indicam que Barbosa possui um forte potencial para atrair votos de eleitores indecisos e transitar entre diferentes espectros ideológicos, tirando apoio tanto da esquerda quanto da direita. Para a disputa de 2026, o ex-ministro — que já havia ensaiado uma candidatura em 2018 pelo PSB — planeja focar seu discurso na moralização do Judiciário e na defesa de mandatos por tempo determinado para ministros do STF.