O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nesta segunda-feira (27) que o presidente da Argentina, Javier Milei, teve “muita ajuda” dos EUA na vitória de seu partido nas eleições legislativas desse domingo (26), depois que o governo ofereceu um resgate financeiro de até US$ 40 bilhões para impulsionar o aliado.

Em entrevista durante viagem à Ásia, Trump saudou o que chamou de uma “grande vitória” inesperada e disse que foi um grande acontecimento. “Ele teve muita ajuda de nossa parte. Eu lhe dei um endosso muito forte”, disse Trump, também dando crédito a alguns de seus principais assessores, incluindo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que supervisionou a assistência financeira à Argentina.
“Estamos nos mantendo fiéis a muitos países da América do Sul. Estamos nos concentrando muito na América do Sul”, afirmou.
O resultado das urnas dará a Milei um mandato para continuar a levar adiante sua reforma radical da economia, apesar do descontentamento com as profundas medidas de austeridade.
O apoio de Trump a Milei antes da eleição incluiu um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões, que já foi assinado, e uma proposta de instrumento de investimento em dívida de US$ 20 bilhões.
“Ganhamos muito dinheiro com base nessa eleição, porque os títulos subiram. Toda a recomendação da dívida deles subiu”, disse Trump, acrescentando que os Estados Unidos “não estavam nessa pelo dinheiro, por si só”.
“Ganhamos muito dinheiro com base nessa eleição, porque os títulos subiram. Toda a recomendação da dívida deles subiu”, disse Trump, acrescentando que os Estados Unidos “não estavam nessa pelo dinheiro, por si só”.
Bessent, que estava no voo com Trump, descreveu a assistência como uma “ponte” para ajudar o projeto econômico de Milei.
“Ele está trabalhando contra 100 anos de políticas ruins”, disse Bessent aos repórteres. “Ele vai acabar com elas graças ao apoio dos EUA”.
“Ele está trabalhando contra 100 anos de políticas ruins”, disse Bessent aos repórteres. “Ele vai acabar com elas graças ao apoio dos EUA”.
A agência Fitch Ratings disse, na quarta-feira (22), que o apoio dos EUA aos mercados argentinos impediu um rebaixamento da recomendação de crédito do país, mas que a Argentina precisa de um plano mais amplo para reconstruir as reservas cambiais a fim de obter um upgrade.
*(Reportagem adicional de John Geddie e Satoshi Sugiyama)
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Agência Brasil


