Em depoimento ao qual o EXTRA teve acesso, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, relatou os mais de dois anos em que viveu escondido na Colômbia, sob o nome falso de Álvaro, e revelou o medo constante de ser preso e extraditado para os Estados Unidos, onde já respondia a um processo por tráfico internacional.
Beira-Mar contou que, ferido após a Operação Gato Negro, chegou a receber ajuda de guerrilheiros das FARC para ser levado a um hospital na Venezuela — um acordo que a organização tinha com o então presidente venezuelano Hugo Chávez —, mas fugiu por temer ser capturado em solo venezuelano e enviado aos EUA.
Ele segue até hoje na lista de sanções do governo americano, que o classifica como um dos principais traficantes internacionais de drogas.
Beira-Mar chegou à Colômbia em 1999, viveu sob o nome falso de Álvaro na região amazônica dominada pelas FARC e negociou sua permanência no território da guerrilha.
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