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Caminhões com ajuda humanitária para Gaza aguardam para entrar nas fronteira
 19/5/2025    REUTERS/Stringer
© Reuters/Stringer/proibida a reprodução

A União Europeia (UE) chegou hoje (10) a um acordo com Israel para “expandir o apoio humanitário” no enclave palestino da Faixa de Gaza, com mais pontos de passagem e caminhões com comida, anunciou a representante da diplomacia europeia.

“Chegamos hoje a acordo com Israel para expandir o apoio humanitário a Gaza”, escreveu a alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, nas redes sociais.

“Chegamos hoje a acordo com Israel para expandir o apoio humanitário a Gaza”, escreveu a alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, nas redes sociais.

A representante da diplomacia do bloco comunitário especificou que o acordo prevê a “abertura de mais pontos de passagem [estão todos praticamente bloqueados por Israel], caminhões com comida e apoio [humanitário, nomeadamente medicamentos] a entrar em Gaza, a reparação de infraestruturas vitais e a proteção de trabalhadores humanitários”.

Em comunicado, a alta-representante da UE para a diplomacia esclareceu que o acordo entrará em vigor “nos próximos dias” e que há um “entendimento comum” entre os 27 países do bloco e Tel Aviv de que o apoio humanitário “tem de ser disponibilizado diretamente à população” sem a possibilidade de ser desviado para o movimento Hamas, que administra o território.

Os pontos de acesso a Gaza reabertos são os da Jordânia e do Egito, assim como outros ao sul do enclave ocupado por Israel.

O comunicado esclarece também que a distribuição de comida vai ser feita a partir de “padarias e cozinhas públicas na Faixa de Gaza”, que vai ser retomada a distribuição de combustível e a operação das estações de dessalinização da água.

“Esperamos que Israel implemente cada medida acordada”, comentou Kaja Kallas nas redes sociais.

“Esperamos que Israel implemente cada medida acordada”, comentou Kaja Kallas nas redes sociais.

A Faixa de Gaza está sob ocupação israelense desde o final de 2023. Tel Aviv invadiu o território palestino, alegando a necessidade de resgatar os reféns do atentado de 7 de outubro de 2023 em território israelense, perpetrado pelo grupo islâmico Hamas.

No entanto, a intervenção militar israelense foi considerada desproporcional por vários países, incluindo a UE, organizações não governamentais e pela representante das Nações Unidas que observa os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese.

A África do Sul acusou Israel do crime de genocídio no Tribunal de Justiça Internacional.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Agência Brasil

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