A missa em ação de graças pelo aniversário de 86 anos do deputado Vivaldo Costa, neste sábado (1º), acabou se transformando em um termômetro político para o que se desenha em 2026. O discurso pode ter sido de serenidade, mas o recado foi claro: há um movimento consciente para manter o sistema político unido e, principalmente, fortalecer quem hoje carrega a responsabilidade de governar Caicó — o prefeito Dr. Tadeu.
Vivaldo, com o peso da experiência e o silêncio de quem sabe quando falar, adotou o papel de guardião da unidade. Reconheceu laços e afetos tanto com o prefeito quanto com seu irmão, o ex-prefeito Bibi Costa. Porém, ao afirmar que irá “deixar as coisas fluírem”, Vivaldo sinaliza algo muito maior: ele não será o fator de conflito — e o campo está aberto para a liderança natural emergir. E essa liderança, hoje, tem nome: Dr. Tadeu.
O prefeito, por sua vez, não se esquivou da discussão. Com a segurança de quem administra com presença e entrega resultados, Tadeu reafirmou o que já se percebia nas ruas: trabalha para viabilizar sua pré-candidatura a deputado estadual. Mas fez isso colocando a coletividade acima do projeto individual. “Caicó não pode perder sua força política. Nós não podemos depositar o voto em quem não tem chance real de ganhar.”
A frase sintetiza bem a maturidade do momento. Não é sobre cabresto político, não é sobre vaidade, nem sobre briga familiar. É estratégia.
Tadeu fez outro gesto importante: afastou qualquer narrativa de disputa com Nelter Queiroz. Ao dizer que caminhará ao lado do deputado, caso seja confirmado candidato, reforça que o projeto não é dividir — é somar para Caicó continuar tendo voz na ALRN.
Enquanto isso, Bibi reafirma sua pré-candidatura, e admite abrir mão apenas para o Papa Jerimum. Ele defende que Vivaldo ocupe uma suplência de senador — um gesto que, de primeira leitura, parece uma homenagem.
Se olharmos o tabuleiro com atenção, vemos três peças:
Vivaldo, o articulador experiente, que não quer ser motivo de racha;
Bibi, histórico, mas com uma base que entende a lógica do ciclo;
Tadeu, o nome que ocupa hoje o papel que no passado foi de Vivaldo: o comandante político de Caicó com capacidade real de vitória.
É aqui que o passado citado pelo próprio Papa serve como alerta:
Quando o grupo se dividiu entre Vivaldo e Iramir, os dois venceram porque havia um sistema, projeto, disciplina e alinhamento. Hoje, a chance de repetir essa fórmula só existe se Tadeu for colocado no centro da estratégia — não como beneficiário, mas como liderança natural do momento.
O jogo de 2026 não será sobre quem quer “ser” deputado. Será sobre quem tem condições reais de manter Caicó forte na Assembleia. E quem anda, governa, articula, entrega, dialoga e tem aprovação popular hoje é o Dr. Tadeu.
O Papa sabe disso. Tadeu sabe disso. O povo sente isso.
Agora, é deixar — como disse Vivaldo — as coisas fluírem.
Mas fluir, neste caso, não é ficar parado.
É seguir o curso que a própria realidade está desenhando.
Caicó já entendeu quem está conduzindo o barco.
Resta ao grupo, como em outros grandes momentos da história política da cidade, não remar contra a maré.


