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Brasília (DF), 29/05/2023 - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante declaração à imprensa após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Suíça congelou os bens detidos no país pelo líder da Venezuela, Nicolás Maduro, e por seus associados, informou o governo suíço nesta segunda-feira (5), após a prisão do presidente venezuelano por forças norte-americanas em Caracas e posterior transferência para os Estados Unidos.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Suíça disse que a ordem afeta 37 pessoas. Ele afirmou ainda que o ministério não poderia fornecer detalhes sobre o valor dos bens em questão.

A medida, com efeito imediato e validade de quatro anos, visa impedir a saída de ativos potencialmente ilícitos e complementa as sanções já impostas à Venezuela desde 2018, afirmou o governo em comunicado.

O congelamento de bens não afeta os membros do atual governo venezuelano, e a Suíça afirmou que buscará restituir ao povo venezuelano quaisquer fundos que se comprovem ter sido adquiridos ilicitamente.

O governo afirmou que a situação na Venezuela é instável, com vários desfechos possíveis nos próximos dias e semanas. Ao mesmo tempo, a Suíça disse estar acompanhando a situação de perto e pediu a desescalada e a moderação, oferecendo também seus bons ofícios para encontrar uma solução pacífica.

“O Conselho Federal quer garantir que quaisquer ativos adquiridos ilicitamente não possam ser transferidos para fora da Suíça na situação atual”, afirmou.

O congelamento de bens foi uma medida de precaução e aplicou-se a Maduro e seus associados por serem estrangeiros politicamente expostos, afirmou o governo.

 

Agência Brasil

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