Acusado de matar criança no Rio Seridó em Caicó, é julgado nesta terça-feira (31)

Está sentado no banco dos réus, no Fórum Amaro Cavalcante em Caicó, nesta terça-feira (31), Reginaldo Alves de Lima, um dos suspeitos de ser assassino do garoto Vitor Manoel dos Santos, de 8 anos. O crime aconteceu no dia 10 de setembro de 2009. A criança foi encontrada nas águas do Rio Seridó. O outro réu, Milton da Silva Filho, também seria julgado hoje, mas, o processo foi desmembrado por causa de falhas processuais como a falta de intimação dos advogados de defesa. Diante disso, o júri foi reaprazado para o dia 12 de maio. A defesa de Reginaldo da Silva, é patrocinada pela Defensoria Pública.

De acordo com o que consta na denúncia do Ministério Público, o pequeno, Vitor Manoel, foi assassinado nas águas do Rio Seridó, por volta das 13 horas, no local chamado de Pedra da Cruz. Os denunciados teriam mantido relação sexual anal com o menor e depois o mataram por afogamento, sendo que Reginaldo o teria afogado enquanto Milton cuidava para que ninguém se aproximasse.

Os acusados foram presos em flagrante, tendo no mesmo dia sua prisão convertida em preventiva, e posteriormente concedida liberdade provisória a Milton da Silva Filho.

Na decisão de pronuncia, o juiz decidiu pela manutenção da custódia de Reginaldo Alves de Lima.

No dia do ocorrido, o mesmo em que os dois foram presos, eles teriam confessado na delegacia que tinham praticado o crime. O delegado de Caicó, na época era Getúlio Medeiros, disse em entrevista à imprensa que quando Reginaldo e Milton foram postos frente a frente numa acareação, começaram a acusar um ao outro. “No bate-boca, acabaram confessando com detalhes a morte da criança. Um deles, depois de manter relações sexuais com o menino, o pegou pelo pescoço matando-o enforcado, e depois o jogou no rio”, disse.

Foram encontradas marcas de mordidas em uma das orelhas e nas costas de Vitor Emanuel. Esse detalhe levou o delegado a deixar os dois custodiados na DP, até que o ITEP emitisse um laudo de exame cadavérico para comprovar a causa da morte.