
Os passageiros retidos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, desde o último sábado (28), incluindo um grupo de brasileiros, começaram a voltar para a casa em voos fretados e regulares. A informação é da empresa MSC Cruzeiros, dona do navio de cruzeiro MSC Euribia, onde os passageiros viajavam.

“A MSC Cruzeiros organizou voos para mais de 1.500 hóspedes que estavam a bordo do MSC Euribia, em Dubai, para que pudessem deixar a região. Até o momento, sete voos transportando hóspedes da MSC Cruzeiros já partiram da região”, diz a empresa em nota divulgada nesta sexta-feira (6).
“A MSC Cruzeiros organizou voos para mais de 1.500 hóspedes que estavam a bordo do MSC Euribia, em Dubai, para que pudessem deixar a região. Até o momento, sete voos transportando hóspedes da MSC Cruzeiros já partiram da região”, diz a empresa em nota divulgada nesta sexta-feira (6).
Segundo o comunicado, há voos fretados pela MSC Cruzeiros, voos com assentos garantidos em parceria com a Emirates e a Flydubai, em voos comerciais regulares, além de alguns voos organizados pelos governos.
Em meio aos ataques contra o Irã, o governo dos Estados Unidos firmou acordo com 16 países latino-americanos para “combate aos cartéis” na região e ameaçou “agir sozinho” na América Latina “se necessário”, o que violaria a soberania das nações latino-americanas sobre o próprio território.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, liderou na última quinta-feira (5), em Doral, na Flórida, a Conferência das Américas de Combate aos Cartéis, da qual participaram 16 países latino-americanos.
“Os Estados Unidos estão preparados para enfrentar essas ameaças e partir para o ataque sozinhos, se necessário. No entanto, nossa preferência — e o objetivo desta conferência — é que, no interesse deste hemisfério, façamos isso juntos; com vocês, com nossos vizinhos e com nossos aliados”, disse Hegseth.
O secretário do governo Trump enfatizou que a “coalizão” firmada na Flórida expressa a política do Corolário Trump à Doutrina Monroe. Incluída na Estratégia de Segurança Nacional, anunciada em dezembro pelos Estados Unidos, a política reafirma a doutrina criada em 1823 e prega a “proeminência” de Washington sobre as Américas.

Após um apagão de 16 horas que atingiu praticamente todo o país, Cuba reativou sua rede elétrica nacional nesta quinta-feira (5). 

Autoridades do Ministério de Energia associaram o blecaute ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos contra a ilha.
Na quarta-feira, a geradora União Elétrica divulgou que a falta de energia havia sido causada por uma interrupção inesperada na usina termelétrica Antonio Guiteras.
Já na quinta, o diretor de eletricidade do ministério, Lázaro Guerra, falou à TV estatal sobre o problema.

Com exceção da Espanha, os principais países da Europa têm dado apoio político, ou mesmo de defesa, aos esforços de Israel e dos Estados Unidos (EUA) na guerra de agressão contra o Irã para promover “mudança de regime”. 

O Reino Unido, a França e Alemanha não condenaram os ataques contra Teerã, que violam o direito internacional, mas buscaram justificar a guerra atribuindo ao Irã a responsabilidade pela deflagração do conflito. As potências europeias ainda exigem que o país persa aceite as condições impostas por EUA e Israel.
O direito internacional permite o uso da força apenas por meio de autorização do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
O Reino Unido não condenou os ataques contra o Irã, mas condenou as retaliações de Teerã contra bases dos EUA no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, Londres fornece suporte logístico das bases britânicas na região para Washington.
A China estabeleceu meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para este ano, ligeiramente abaixo dos objetivos definidos nos últimos anos, em um contexto marcado pela prolongada crise no setor imobiliário e por incertezas externas.

A meta foi anunciada nesta quinta-feira (5) pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang, durante a apresentação do relatório de trabalho do governo na sessão de abertura da Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão máximo legislativo da China.
O relatório estabelece o objetivo de crescimento nesse intervalo, acrescentando que o governo procurará “alcançar melhores resultados na prática”.
“Embora reconheçamos as nossas conquistas, também temos plena consciência das dificuldades e desafios que enfrentamos”, diz o relatório.
Os conflitos no Médio Oriente causaram mais de 275 mil deslocados internos em alguns dos países mais afetados pelos ataques dos EUA e Israel ao Irã, como Líbano, Afeganistão e Paquistão, além do próprio Irã, segundo a Organização das Nações Unidas.

De acordo com dados mais recentes da Agência da ONU para os Refugiados (Acnur), desde sábado (28/2), pelo menos 100 mil pessoas fugiram de suas casas no Irã e 115 mil no Afeganistão, país envolvido no conflito em curso com o Paquistão.
A agência da ONU estima que pelo menos 58 mil pessoas tenham sido deslocadas no Líbano, devido às hostilidades entre Israel e o Hezbollah. Outras agências da própria ONU, como o Programa Alimentar Mundial, apontam para um número de 65 mil.
No Paquistão, pelo menos 2,6 mil pessoas abandonaram as suas casas.

A principal autoridade de planejamento econômico da China pediu às maiores refinarias do país que suspendam temporariamente as exportações de gasolina e diesel, devido à incerteza sobre o fornecimento de óleo cru por países do Oriente Médio.

Segundo fontes citadas pela agência de notícias Bloomberg, responsáveis da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) se reuniram com executivos do setor e solicitaram a suspensão imediata das vendas externas de produtos refinados.
As mesmas fontes informam que as refinarias foram orientadas a deixar de assinar novos contratos de exportação e a tentar cancelar carregamentos já acordados.
A medida inclui algumas exceções, como o combustível de aviação e o combustível marítimo armazenado em depósitos aduaneiros, bem como os fornecimentos destinados a Hong Kong e Macau.
Israel lançou uma grande onda de ataques contra Teerã nesta quinta-feira (5), visando o que disse ser infraestrutura pertencente às autoridades iranianas. Os mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correr para abrigos antiaéreos.

À medida que a guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã entra em seu sexto dia, o conflito se alastra para além dos Estados do Golfo e chega à Ásia, causando convulsão nos mercados globais e levando milhares de turistas e moradores retidos a tentar fugir do Oriente Médio.
O ministro das Relações Exteriores do Irã chamou de “atrocidade no mar” o naufrágio de um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka nessa quarta-feira, que matou pelo menos 80 pessoas.
Ele disse que a fragata iraniana Dena, convidada da Marinha indiana com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida sem aviso prévio em águas internacionais e alertou que Washington “se arrependerá amargamente” do precedente que estabeleceu.
Um juiz do tribunal comercial dos Estados Unidos (EUA) determinou, nessa quarta-feira (4), que o governo comece a reembolsar bilhões de dólares aos importadores que pagaram tarifas cobradas ilegalmente de acordo com decisão do Supremo Tribunal no mês passado.

O juiz Richard Eaton, do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA em Manhattan, ordenou que o governo finalize o custo de levar milhões de remessas para os EUA sem cobrar tarifas. Ele determinou que os reembolsos sejam feitos com juros.
Quando uma mercadoria é levada para os Estados Unidos, o importador paga um valor estimado na entrada, que é finalizado cerca de 314 dias depois, um processo conhecido como liquidação. Eaton instruiu a Alfândega e Proteção de Fronteiras a finalizar o custo de entrada das remessas sem a cobrança da tarifa, resultando em um reembolso.
“A Alfândega sabe como fazer isso”, disse ele em audiência nessa quarta-feira, de acordo com uma gravação no site do tribunal.
A Guarda Revolucionária da República Islâmica iraniana declarou nesta quinta-feira (5) o Estreito de Ormuz, entre os golfos Pérsico e de Omã, sob seu controle, segundo o direito internacional e alertou que quaisquer navios fora do protocolo serão afundados.

“De acordo com as leis e resoluções internacionais em tempos de guerra, as regras de trânsito pelo Estreito de Ormuz estarão sob o controle da República Islâmica”, disse o brigadeiro-general Kiumars Heidari, vice-comandante da base Khatam al-Anbiya, o comando central unificado das Forças Armadas iranianas, às televisões locais.
“De acordo com as leis e resoluções internacionais em tempos de guerra, as regras de trânsito pelo Estreito de Ormuz estarão sob o controle da República Islâmica”, disse o brigadeiro-general Kiumars Heidari, vice-comandante da base Khatam al-Anbiya, o comando central unificado das Forças Armadas iranianas, às televisões locais.
O militar frisou que alguma quebra das normas por parte das embarcações que cruzem a zona pode implicar que sejam “atacadas e afundadas”.
Uma investigação independente da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre violações de direitos humanos no Irã condenou nesta quarta-feira (4) os ataques de Israel e dos Estados Unidos, bem como os ataques retaliatórios de Teerã em toda a região, afirmando que violam a Carta da ONU.

A Carta da ONU proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
“Esses ataques, seguidos pelos ataques retaliatórios do Irã em toda a região, são contrários à Carta da ONU”, disse a Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre o Irã da ONU em um comunicado.
A missão também expressou profunda consternação com o ataque de sábado — o primeiro dia dos ataques dos EUA e de Israel — à escola feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã. A maioria das vítimas parece ter sido de meninas entre sete e 12 anos, segundo o comunicado.

Dezenas de voos de repatriação estão previstos para partir do Oriente Médio nesta quarta-feira, enquanto os governos se apressam em levar para casa dezenas de milhares de cidadãos retidos no meio do crescente conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã.

Os céus sobre a maior parte do Oriente Médio permaneceram sem a presença de aviões comerciais nesta quarta-feira, com os principais hubs do Golfo, incluindo o aeroporto internacional mais movimentado do mundo em Dubai, praticamente fechados pelo quinto dia consecutivo, na maior interrupção de viagens desde a pandemia da Covid-19.
Os primeiros voos de repatriação para o Reino Unido e a França estavam previstos para esta quarta-feira, e os Emirados Árabes Unidos abriram corredores especiais para permitir que alguns cidadãos voltem para casa. Em situações normais, milhares de voos comerciais decolam da região diariamente.
Turistas encalhados e alguns expatriados também tentavam encontrar sua própria saída.
Enquanto pesquisas de opinião mostram que a maioria da população dos Estados Unidos (EUA) é contrária à guerra contra o Irã, a elite política em Washington está dividida e resoluções para obrigar o presidente norte-americano Donald Trump a recuar da guerra estão em tramitação no Congresso.

Os republicanos, do partido de Trump, têm apoiado a agressão contra Teerã, ainda que haja divergências na base do movimento Make America Great Again (Maga). A maioria dos democratas questiona a legalidade da guerra, já que argumentam que não foi autorizada pelo Congresso, como exige a legislação do país.
Algumas manifestações contra o conflito foram registradas em cidades norte-americanas, mas os atos não ultrapassaram poucas centenas de participantes.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) emitiu comunicando manifestando preocupação com os danos causados ao Palácio de Golestan, considerado Patrimônio Mundial, que teria sido danificado após um ataque aéreo à Praça Arag, em Teerã, capital do Irã. 

A organização informou que monitora a situação do patrimônio cultural no país e em toda a região e comunicou às partes envolvidas nos ataques as coordenadas geográficas dos locais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial “a fim de evitar qualquer dano potencial”.
“A Unesco recorda que os bens culturais são protegidos pelo direito internacional, especialmente pela Convenção de Haia de 1954 para a Proteção de Bens Culturais em Caso de Conflito Armado, incluindo seu mecanismo de proteção reforçada”, destacou o comunicado.
Um dos mais antigos dos monumentos históricos de Teerã, o suntuoso Palácio de Golestan é considerado uma obra-prima da era do Império Cajar. Ao longo do tempo, integrou antigas tradições persas de artesanato e arquitetura com influências ocidentais. Foi a sede do governo da família Cajar, que chegou ao poder em 1779 e fez de Teerã a capital do país.
O míssil procedente do Irã abatido pela Turquia, nesta quarta-feira (4), sinaliza que Teerã pode levar a guerra “ao limite” para mostrar aos adversários que o conflito poderia sair do controle, impondo perda a toda a região, aos Estados Unidos (EUA) e a Israel.

Essa é a avaliação do professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas, Danny Zahreddine. Por ser um país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o envolvimento da Turquia poderia arrastar mais países para a guerra.
Para Zahreddine, que também é oficial de artilharia da reserva do Exército brasileiro, o Irã adotou a estratégia de “brinkmanship”, que é levar uma situação à “beira do abismo”.
“É a estratégia de ‘bailar à beira de um abismo pedregoso’. É mostrar aos inimigos que, em um determinado ponto, a guerra pode sair do controle. E, ao sair do controle, todos vão perder muito, inclusive quem ataca” avalia Danny, professor brasileiro de origem libanesa que se especializou em conflitos no Oriente Médio.
Em novo texto aprovado pelo papa Leão XIV, uma importante comissão do Vaticano alertou 1,4 bilhão de católicos do mundo contra o uso da cirurgia plástica, dizendo que ela pode levar a um “culto ao corpo” e a uma busca irrealista por um corpo perfeito.

“Os avanços na cirurgia plástica oferecem ferramentas que mudam significativamente a relação com a própria corporeidade”, afirma o documento.
“Os avanços na cirurgia plástica oferecem ferramentas que mudam significativamente a relação com a própria corporeidade”, afirma o documento.
“Segue-se um ‘culto ao corpo’ generalizado, que tende a uma busca frenética pela figura perfeita, sempre em forma, jovem e bonita.”
Israel determinou nesta quarta-feira (4) a retirada da população de uma faixa do sul do Líbano, incluindo a cidade de Tiro, instruindo os moradores a se deslocarem para o norte do Rio Litani. É o terceiro dia de hostilidades intensas com o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã.

O Líbano emergiu como importante palco da guerra que assolou a região desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. O Hezbollah lançou drones e foguetes contra Israel na segunda-feira (2), provocando uma retaliação israelense que matou dezenas de pessoas.
Um dia depois de o ministro da Defesa de Israel ter dito que autorizou as Forças Armadas a avançar e assumir o controle de posições adicionais no Líbano, a agência de notícias estatal libanesa National News Agency informou que soldados israelenses entraram na cidade de Khiyam, a cerca de 5 quilômetros (km) da fronteira.
As Forças Armadas israelenses se recusaram a comentar sobre novos destacamentos específicos no Líbano.
O aprofundamento do conflito bélico no Oriente Médio pode alterar mercado de óleo e gás, principalmente, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, alerta, em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Por lá, circulam diariamente cerca de 25% do petróleo exportado mundialmente, além de volumes expressivos de gás natural de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã.
Para o instituto, um dos reflexos esperados dessa situação é a alteração do nível dos preços do petróleo e do gás natural. Além disso, eventuais bloqueios ou ataques à infraestrutura da região podem causar severas interrupções, ao atingir prioritariamente o abastecimento de grandes economias asiáticas como China, Índia e Japão.
“A perda de competitividade dessas economias e a pressão sobre os preços do petróleo e gás natural são consequências diretas caso as hostilidades se prolonguem.”
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse na terça-feira que ordenou à Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA que forneça seguro contra riscos políticos e garantias financeiras para o comércio marítimo que transita pelo Golfo, acrescentando que a Marinha dos EUA pode escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, se necessário.

O anúncio marca uma das medidas mais agressivas do governo norte-americano até o momento para conter o aumento dos preços no setor de energia e acalmar os mercados de petróleo em meio ao crescente conflito no Oriente Médio, que intensificou os riscos para o transporte marítimo pelas principais vias navegáveis.
Trump tem feito da redução dos custos de combustível para os norte-americanos o ponto central de sua mensagem econômica, e a medida sinaliza a disposição de usar ferramentas financeiras e militares para evitar interrupções no abastecimento global de petróleo bruto.
“Não importa o que aconteça, os Estados Unidos vão garantir o livre fluxo de energia para o mundo”, disse Trump em uma postagem nas redes sociais, acrescentando que medidas adicionais estão por vir.

As forças israelenses e norte-americanas bombardearam alvos em todo o Irã nesta terça-feira, provocando ataques retaliatórios iranianos em todo o Golfo, conforme o conflito se espalhava para o Líbano, abalava os mercados globais e elevava drasticamente os preços do petróleo.

Quatro dias após o início da guerra, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres que as forças dos EUA haviam atacado vários alvos navais e aéreos iranianos, afirmando que “praticamente tudo foi destruído”.
Trump também procurou justificar o ataque ao Irã, dizendo que havia ordenado a campanha porque tinha “a sensação” de que o Irã atacaria após o impasse nas negociações sobre seu programa nuclear.
Em resposta ao ataque violento, drones iranianos atacaram a embaixada dos EUA na Arábia Saudita, após terem atingido anteriormente a missão no Kuweit.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou nesta terça-feira (3) a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de transmissão do mandato presidencial no Chile, no dia 11 de março, quando o direitista José Antonio Kast, eleito em dezembro do ano passado, assumirá o lugar de Gabriel Boric.

O evento ocorrerá na cidade litorânea de Valparaíso, que é a sede do Poder Legislativo chileno.
No fim de janeiro, Lula se reuniu com Kast por mais de uma hora, às margens do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, realizado na Cidade do Panamá.
Durante o encontro, segundo o Palácio do Planalto, ambos ressaltaram a importância de manter e aprofundar as relações bilaterais entre Brasil e Chile, destacando a disposição de ampliar a cooperação em áreas como infraestrutura, energia renovável, comércio e turismo.

Com a manutenção do regime de governo e o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, o Irã mostra capacidade de resistência após ataque dos Estados Unidos (EUA) e passa a ter a “iniciativa de guerra”. É a avaliação do major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica, e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal. 

Para o general, o conflito está sendo prolongado por vontade iraniana.
“Neste momento, parece-nos que a iniciativa é mais do Irã, do que propriamente dos EUA e de Israel”, comentou o militar à Agência Brasil.
“Neste momento, parece-nos que a iniciativa é mais do Irã, do que propriamente dos EUA e de Israel”, comentou o militar à Agência Brasil.

Um grupo de brasileiros está retido em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, desde o último sábado (28), quando começaram os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os brasileiros se encontram no navio MSC Euribia, operado pela MSC Cruzeiros. A Agência Brasil perguntou à companhia quantos brasileiros estão a bordo e aguarda mais informações.
O grupo participava de um cruzeiro marítimo e deveria ter embarcado de volta para o Brasil no domingo (1º), mas, devido aos bombardeios, o espaço aéreo em diversos países da região foi fechado, impedindo o retorno.
Segundo a MSC Cruzeiros, a embarcação, que transporta cerca de 5 mil passageiros, permanece atracada em um porto local “até novo aviso”, por determinação de segurança das autoridades regionais e internacionais.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou nesta terça-feira (3) a escalada dos conflitos entre Israel, Estados Unidos e Irã e pediu a adoção de “todas as medidas possíveis” para proteger civis. Türk destacou o ataque a uma escola primária em Minab, no sul do Irã, que matou dezenas de meninas, e pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do ocorrido.

“Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo. Apelamos para que tornem públicas as conclusões e assegurem responsabilização e reparação às vítimas”, afirmou a porta-voz do alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani.
“Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo. Apelamos para que tornem públicas as conclusões e assegurem responsabilização e reparação às vítimas”, afirmou a porta-voz do alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani.
No sábado (28), os ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola em Minab, sul do Irã, deixando mais de 150 estudantes mortas, segundo a agência estatal iraniana Irna. Mais de 90 crianças ficaram feridas. O caso aconteceu pela manhã, enquanto as alunas estavam em aula, segundo a agência de notícias.
Pelo menos 30 mil pessoas deslocadas buscaram proteção em abrigos no Líbano desde que as hostilidades entre Israel e o Hezbollah se intensificaram nesta semana, informou a agência das Nações Unidas para refugiados nesta terça-feira (3).

Os militares israelenses têm realizado ataques aéreos em todo o Líbano desde ontem, depois que o Hezbollah disparou foguetes contra Israel no domingo (1º) à noite, em reação aos ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã.
“Estimativas conservadoras sugerem que quase 30 mil pessoas foram acolhidas e registradas em abrigos coletivos”, disse o porta-voz do Acnur, Babar Baloch.
“Estimativas conservadoras sugerem que quase 30 mil pessoas foram acolhidas e registradas em abrigos coletivos”, disse o porta-voz do Acnur, Babar Baloch.

O Exército israelense lançou nesta terça-feira (3) uma incursão terrestre numa zona fronteiriça do sul do Líbano, informou uma fonte militar libanesa à agência de notícias francesa AFP.

A informação surge depois de o Ministério da Defesa de Israel ter autorizado os militares a “tomar o controle” de novas posições no país vizinho.
A incursão terrestre está ocorrendo “ao nível de Kfar Kila e da planície de Khiam”, zonas situadas na fronteira com Israel, disse a fonte libanesa, que falou na condição de anonimato, segundo a AFP.
O Líbano já havia anunciado a retirada de efetivos militares de posições avançadas junto à fronteira com Israel para preservar a segurança dos seus efetivos devido às operações israelenses.
A embaixada norte-americana em Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingida por dois drones, que causaram apenas pequenos danos e um incêndio limitado, sem feridos ou vítimas, informa a o Ministério da defesa do país.

A defesa saudita informou também que foram interceptados outros drones com destino ao quarteirão onde se situam as embaixadas de vários países.
As autoridades norte-americanas pedem aos seus cidadãos que estão nesse país para se manterem em casa. Para outros países da região, a recomendação é de saída imediata por meio de alternativas comerciais.
Diante da retaliação iraniana, o Departamento de Estado norte-americano divulgou recomendações para que o pessoal diplomático não essencial e suas famílias abandonem vários países, entre eles o Iraque, a Jordânia e o Bahrein. Também pediu a saída de todos os cidadãos norte-americanos de um total de 14 países, incluindo Egito, Irã, Israel e territórios palestinos como Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iémen.

O comandante da Guarda Revolucionária do Irã disse nesta segunda-feira que o Estreito de Ormuz está fechado e que o Irã incendiará qualquer navio que tentar passar, informou a mídia iraniana.

A medida vem depois que o líder supremo aiatolá Ali Khamenei foi morto em um ataque israelense e ameaçaria sufocar um quinto do fluxo global de petróleo e elevar drasticamente os preços do petróleo bruto.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que o Estreito de Ormuz, uma rota marítima fundamental para o abastecimento mundial de petróleo, não está fechado, apesar das declarações de autoridades iranianas, informou a Fox News nesta segunda-feira.
O CENTCOM não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (2) que ordenou aos militares dos EUA que atacassem o Irã para impedir o desenvolvimento nuclear de Teerã e um programa de mísseis balísticos, prometendo continuar a guerra pelo tempo que for necessário.

Ele disse, sem apresentar provas, que a ameaça do Irã era iminente quando tomou a decisão de ordenar os ataques. Os ataques mataram o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, afundaram navios de guerra iranianos e atingiram mais de 1.000 alvos até agora.
“Esta era nossa última e melhor chance de atacar… e eliminar as ameaças intoleráveis representadas por este regime doentio e sinistro”, disse ele em um evento na Sala Leste da Casa Branca.
“Esta era nossa última e melhor chance de atacar… e eliminar as ameaças intoleráveis representadas por este regime doentio e sinistro”, disse ele em um evento na Sala Leste da Casa Branca.

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, defendeu que os Estados Unidos (EUA) não buscam, de verdade, um acordo nuclear com o país persa. Segundo ele, isso poderia ser alcançado por meio de negociações. 

“Hoje, era previsto acontecer a reunião de especialistas de questões nucleares em Viena [capital da Áustria] por meio da AIEA [Agência Internacional de Energia Atômica]. Mas, novamente, a mesa de negociação foi atacada pelo regime sionista [Israel] e pelos EUA”, disse.
“Hoje, era previsto acontecer a reunião de especialistas de questões nucleares em Viena [capital da Áustria] por meio da AIEA [Agência Internacional de Energia Atômica]. Mas, novamente, a mesa de negociação foi atacada pelo regime sionista [Israel] e pelos EUA”, disse.
Em meio à guerra contra Estados Unidos e Israel, o embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, convidou a imprensa para uma coletiva na Embaixada do país, em Brasília, nesta segunda-feira (2).