O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (16), que costurou um acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel de dez dias a partir da noite de hoje.

A trégua era uma das exigências do Irã para continuidade das negociações com os EUA.
O parlamentar do Hezbollah, Ibrahim al-Musawi, disse à agência francesa AFP que o grupo respeitará o acordo se os ataques israelenses cessarem. O governo em Tel Aviv não se manifestou.
“Acabei de ter excelentes conversas com o altamente respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi [Benjamin] Netanyahu, de Israel. Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a paz entre seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de 10 dias às 17h [horário de Brasília]”, disse Trump em uma rede social.

A legislação dos Estados Unidos (EUA) limita a 60 dias o prazo para finalizar uma guerra sem autorização formal do Congresso do país. O prazo da guerra que Donald Trump iniciou contra o Irã terminaria no próximo dia 1º de maio. Entretanto, a legislação permite prorrogar o conflito por mais 30 dias.

“Esse período de 60 dias será prorrogado por no máximo mais 30 dias, se o Presidente determinar e certificar ao Congresso por escrito que a necessidade militar inevitável em relação à segurança das Forças Armadas dos EUA exige o uso contínuo de tais forças armadas no curso da retirada imediata de tais forças”, diz a Resolução dos Poderes de Guerra dos EUA, de 1973.
O professor de história e política da Universidade de Denver, dos EUA, o brasileiro Rafael R. Ioris, explicou à Agência Brasil que, historicamente, a Casa Branca sempre consegue justificar o direito de ações militares sem aval do Congresso. Entretanto, ele acredita que, dessa vez, vai depender de como se desenrolem os acontecimentos no Oriente Médio nas próximas semanas.
“O Executivo poder tomar medidas militares unilaterais é uma recorrência no sistema político norte-americano há muito tempo, especialmente desde a Guerra Fria. Sempre há uma maneira de se justificar, de criar uma outra medida emergencial”, argumentou.
Durante visita a Camarões, nesta quinta-feira (16), o papa Leão XIV criticou os líderes que gastam bilhões em guerras e disse que o mundo está “sendo devastado por alguns tiranos”. A afirmação foi feita depois que o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, o atacou novamente nas redes sociais.

Primeiro papa dos EUA, Leão XIV também condenou os líderes que usam linguagem religiosa para justificar as guerras e pediu uma “mudança decisiva de rumo”. Ele participou de encontro na maior cidade das regiões anglófonas de Camarões, onde um conflito latente que remonta a quase uma década deixou milhares de mortos.
“Os mestres da guerra fingem não saber que é preciso apenas um momento para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir”, disse o pontífice.
“Os mestres da guerra fingem não saber que é preciso apenas um momento para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir”, disse o pontífice.
Após bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos (EUA) aos portos iranianos, as Forças Armadas do Irã ameaçaram impedir qualquer comércio pelo Golfo Pérsico, Mar de Omã e Mar Vermelho.

Em comunicado publicado nesta quarta-feira (15), o comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbia do Irã, major-general Ali Abdollahi, disse que o país tomaria medidas “decisivas” para defender a soberania do país persa.
“Se os EUA, com sua agressividade e espírito terrorista, continuarem com suas ações ilegais de impor um bloqueio marítimo na região e criar insegurança para navios comerciais e petroleiros iranianos, essa ação dos EUA será um prenúncio de violação do cessar-fogo, e as poderosas Forças Armadas do Irã não permitirão que quaisquer exportações ou importações na região do Golfo Pérsico, no Mar de Omã e no Mar Vermelho continuem”, informou o chefe militar, segundo a agência iraniana Tasnim.
O fechamento do estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, têm o potencial de agravar ainda mais a crise no mercado de petróleo, causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Um aluno de 14 anos matou a tiros pelo menos nove pessoas, incluindo oito colegas, e feriu outras 13 em uma escola de ensino fundamental no sudeste da Turquia, nesta quarta-feira, disseram autoridades, no segundo ataque a tiros em escolas do país em dois dias.

Oito estudantes e um professor morreram no ataque na província de Kahramanmaraş, disse o ministro do Interior da Turquia, Mustafa Ciftci, a repórteres, acrescentando que seis dos feridos estavam em estado grave.
“Este foi um ataque puramente pessoal realizado por um de nossos alunos, não um ato terrorista”, afirmou Ciftci.
Anteriormente, o governador de Kahramanmaraş, Mukerrem Unluer, havia dito que o atirador se matou durante a confusão.

Pelo menos 16 pessoas ficaram feridas nesta terça-feira (14), uma em estado grave, num tiroteio ocorrido em uma escola secundária no sudeste da Turquia, informou a imprensa turca.

Meios de comunicação social disseram que o suspeito, supostamente um ex-aluno da escola profissional de Siverek, na região turca Sanliurfa, estava armado com uma caçadeira (espingarda) e disparou aleatoriamente sobre estudantes e funcionários, antes de se barricar e matar.
A escola foi evacuada e foram divulgadas imagens de dezenas de estudantes fugindo das instalações para a rua.
As autoridades locais abriram uma investigação.

O Exército dos Estados Unidos detalhou nesta segunda-feira os limites de seu bloqueio ao Estreito de Ormuz, dizendo que deve ser estendido para o leste até o Golfo de Omã e o Mar da Arábia, enquanto dados de rastreamento marítimo mostraram que dois navios deram meia-volta na hidrovia quando o bloqueio entrou em vigor.

Em um comunicado aos navegantes sobre o bloqueio, adotado na tentativa de retomar o controle do estreito do Irã, o Comando Central dos EUA declarou que “qualquer embarcação que entrar ou sair da área bloqueada sem autorização estará sujeita a interceptação, desvio e captura”.
“O bloqueio não impedirá o trânsito neutro pelo Estreito de Ormuz com destino a ou proveniente de países não iranianos”, acrescentou o comando.
O bloqueio teve início nesta segunda-feira.

Quase metade da contagem oficial de votos do Peru permanecia pendente nesta segunda-feira, enquanto crescia a frustração com os problemas generalizados nas eleições gerais de domingo, com a conservadora Keiko Fujimori na liderança e a probabilidade crescente de um segundo turno em junho.

Em Lima, longas filas se formaram do lado de fora das seções eleitorais enquanto os eleitores voltavam para votar para presidente e para um novo Congresso bicameral depois que suas cédulas não chegaram no dia anterior.
A contagem oficial da autoridade eleitoral ONPE mostrava que a ex-congressista Keiko Fujimori — filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que foi preso por violações dos direitos humanos — estava liderando com cerca de 17% dos votos, seguida pelo ex-prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, de direita, com cerca de 15%, e pelo candidato de centro-esquerda Jorge Nieto, em terceiro lugar, com cerca de 14%. Pouco mais de 54% dos votos foram apurados.
Sem um líder claro e sem nenhum dos principais candidatos perto dos 50% necessários para vencer com folga, um segundo turno em 7 de junho parece altamente provável, prolongando a incerteza política no terceiro maior produtor de cobre do mundo em meio ao aumento dos níveis de criminalidade e à intensificação da concorrência geopolítica entre os Estados Unidos e a China.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou nesta segunda-feira (13) uma nota oficial em apoio ao Papa Leão XIV, após ele receber críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O documento surge como uma resposta institucional de respaldo à postura do Sumo Pontífice ao agravamento dos conflitos armados no Oriente Médio. No sábado (11), em uma vigília especial de oração na Basílica de São Pedro, o papa apelou aos governantes do mundo para conterem toda a “demonstração de força” e “sentarem-se à mesa do diálogo e da mediação”.
A CNBB apontou em nota que a autoridade do Papa Leão XIV é guiada pela “fidelidade ao Evangelho”. A conferência brasileira ainda sustenta que o Leão XIV atua continuamente para defender a dignidade humana e a promoção do diálogo para a resolução de conflitos.
“A autoridade espiritual e moral do Papa não se orienta pela lógica do confronto político, mas pela fidelidade ao Evangelho, que continuamente eleva a voz em defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos”, diz o texto.

A Polícia Federal (PF) informou, em nota, que a prisão de Alexandre Ramagem pelo serviço de imigração dos Estados Unidos, o ICE, decorreu “de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA”.

Segundo a PF, Ramagem foi detido na cidade de Orlando.
“Prisão é fruto da cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado”, diz a PF, em nota.
“Prisão é fruto da cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado”, diz a PF, em nota.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) está sob custódia do serviço de imigração e alfândega dos EUA, conhecido pela sigla ICE (ICE U.S. Immigration and Customs Enforcement).

O nome de Ramagem aparece no site do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos com a situação “sob custódia do ICE”. O local de detenção não foi informado.
Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.
Proibido de sair do país, o ex-deputado saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, rejeitou participar do bloqueio naval anunciado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no Estreito de Ormuz, após a Casa Branca dizer que “outros países” participariam da missão.

“Minha decisão foi muito clara: qualquer que seja a pressão, e tem havido uma pressão considerável, não vamos ser arrastados para a guerra”, afirmou Starmer à BBC, nesta segunda-feira (13).
“Minha decisão foi muito clara: qualquer que seja a pressão, e tem havido uma pressão considerável, não vamos ser arrastados para a guerra”, afirmou Starmer à BBC, nesta segunda-feira (13).
A mídia britânica informou que os navios caça-minas e a capacidade antidrone do Reino Unido continuariam operando no Oriente Médio, mas que navios e soldados da Marinha britânica não seriam usados para bloquear portos iranianos.

As Forças Armadas da República Islâmica do Irã ameaçaram realizar retaliações contra portos no Golfo Pérsico e no Mar do Omã caso a segurança dos portos iranianos seja colocada em risco.

“Se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã nas águas do Golfo Pérsico e do Mar de Omã estiver ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará seguro”, diz comunicado do Quartel-General Central do Khatam al-Anbiya, divulgado nesta segunda-feira (13) pela mídia estatal do país.
O exército iraniano completou que “a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém” e classificou o bloqueio naval anunciado pelos EUA de “ato ilegal e um sinal de pirataria”.
Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”. 

Leão XIV respondeu às críticas de Trump, feitas na rede Truth Social, de que o papa é fraco em política externa e deve deixar de agradar a esquerda radical.
“Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.” Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato.
Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra”
Ao comentar as críticas do papa Leão XIV sobre as ações dos Estados Unidos (EUA) no Irã e na Venezuela, o presidente Donald Trump afirmou que o papa é “terrível em política externa” e pediu que ele deixe de agradar a esquerda radical.

“O papa Leão é fraco em relação ao crime e péssimo em política externa”, escreveu ele, nesse domingo (12) à noite, na rede Truth Social, da qual é proprietário, numa longa mensagem em que apela ao religioso para que se concentre “em ser um grande papa, não um político”, porque “está prejudicando a Igreja Católica”.
“Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.
Além disso, Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito papa “porque era norte-americano, pensaram que seria a melhor forma de lidar” com o republicano, e pediu que ele seja grato.
Diante das ameaças de Donald Trump de “tomar Cuba”, o governo em Havana tem estudado a movimentação militar dos Estados Unidos (EUA) na região. O embaixador cubano José R. Cabañas Rodríguez destacou que a invasão da ilha é uma possibilidade para a qual o país se preparou. 

“Os que precisam analisar a iminência, ou não, da invasão fazem o seu trabalho, se estuda constantemente o movimento das forças militares, sabemos que a guerra hoje pode ser liberada à distância”, disse o diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), em Havana.
“Os que precisam analisar a iminência, ou não, da invasão fazem o seu trabalho, se estuda constantemente o movimento das forças militares, sabemos que a guerra hoje pode ser liberada à distância”, disse o diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), em Havana.
Cabañas destacou à Agência Brasil que o risco de uma ação militar dos EUA está presente em Cuba desde o triunfo da Revolução, em 1959, e que sempre ressurge quando os EUA percebem um momento de fragilidade econômica que possa oferecer uma chance de sucesso

As pesquisas se confirmaram e o líder da oposição Péter Magyar venceu uma das eleições mais disputadas da história da Hungria. A votação se aproximou dos 80% de participação dos eleitores, um recorde para o país. Com 45,7% dos votos computados, Magyar deve vencer com maioria de dois terços.

As urnas foram fechadas às 19h no horário local e 1h30 depois, Viktor Orbán reconheceu a derrota para o adversário do partido Tisza.
Em discurso da noite eleitoral, o atual primeiro-ministro – que está há 16 anos no poder – afirmou que o resultado é “claro”, reconhecendo a derrota.
Orbán felicitou o partido vencedor e admitiu que o resultado é doloroso para o seu Fidesz. Algumas sondagens nos últimos dias de campanha davam a vitória à oposição liderada por Magyar, que tira assim Orbán do cargo que ocupa desde 2010.

Os húngaros compareciam às urnas neste domingo (12) em uma eleição com potencial de encerrar o domínio do primeiro-ministro Viktor Orbán, há 16 anos no poder, abalar a Rússia e enviar ondas de choque pelos círculos de direita em todo o Ocidente, incluindo a Casa Branca do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Nacionalista eurocético, Orbán criou um modelo de “democracia iliberal” visto como um exemplo pelo movimento Make America Great Again (MAGA) de Trump e seus admiradores na Europa.
Mas muitos húngaros se cansaram de Orbán, de 62 anos, após três anos de estagnação econômica e aumento do custo de vida, juntamente com relatos de oligarcas próximos ao governo acumulando mais riqueza.
Pesquisas de opinião mostraram que o partido Fidesz, de Orbán, tem entre 7 a 9 pontos percentuais menos que o novo partido de oposição de centro-direita Tisza, de Peter Magyar, com o Tisza em torno de 38-41%.
A eleição geral desse domingo (12) no Peru marca mais um capítulo da permanente crise política do país vizinho, que deve escolher o décimo presidente em apenas 10 anos, devido a uma sucessão de renúncias e impeachments. 

A expectativa é que os resultados da eleição comecem a ser divulgados à meia-noite de hoje.
Os 27 milhões de eleitores peruanos vão eleger, além do presidente e do vice, 130 deputados e 60 senadores para os próximos cinco anos. A eleição marca ainda a reabertura do Senado peruano, após 33 anos fechado. Em 2024, o Congresso retomou o sistema bicameral, mesmo com a população tendo rejeitado a medida em plebiscito em 2018.
Com 35 candidatos presidenciais na disputa, o resultado é imprevisível. Havia ainda um 36º candidato, que morreu em acidente de carro durante a campanha.
As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”.

“Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações”, disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.
“Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações”, disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.
O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa. Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica.

As negociações diretas entre EUA e Irã entraram na “fase técnica” e deverão se prolongar por toda a noite em Islamabad, no Paquistão, segundo informações da agência Lusa.

Neste momento, as autoridades dos dois países estão discutindo os detalhes finais de um possível acordo.
De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, as questões ligadas ao Estreito de Ormuz continuam sendo o maior ponto de divergência entre as duas partes.
O estreito é a passagem por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e está bloqueada pelos iranianos no momento. Trump exige que a região seja reaberta.

O papa Leão XIV apelou aos líderes mundiais para que acabem com o que ele chamou de “loucura da guerra”, neste sábado (11), dia em que as principais autoridades dos EUA e do Irã se reúnem no Paquistão para discutir o fim do conflito que já dura seis semanas.

Em uma vigília especial de oração na Basílica de São Pedro, o primeiro papa norte-americano condenou o uso da linguagem religiosa para justificar a guerra e disse que a “ilusão de onipotência que cerca o mundo está se tornando cada vez mais imprevisível”.
Ao fazer um apelo direto aos líderes mundiais, ele disse: “Parem! É hora da paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearmamento”.
Conhecido por escolher suas palavras com cuidado, Leão surgiu como um crítico declarado da guerra do Irã.
Os húngaros vão às urnas neste domingo (12) para escolher 199 deputados na Assembleia Nacional que, posteriormente, vão eleger o primeiro-ministro.

O nacionalista Viktor Orbán, aliado tanto de Donald Trump quanto de Vladimir Putin, ocupa o cargo há 16 anos e tem chances reais de ser derrotado. Seu rival nestas eleições, Peter Magyar, do partido de centro-direita Tisza, lidera as pesquisas.
Porém, de acordo com a agência Reuters, há grande número de eleitores indecisos e alta proporção de húngaros étnicos nos países vizinhos que, em sua maioria, apoiam o partido governista Fidesz.
O cenário de estagnação econômica, aumento do custo de vida e enriquecimento de oligarcas próximos ao governo comprometeram a imagem de Orbán junto aos eleitores.
O Paquistão é a sede da reunião trilateral entre representantes dos Estados Unidos, Irã e do próprio Paquistão que ocorre neste sábado (11). As delegações estão na capital Islamabad sob um forte esquema de segurança para negociações de paz.

Segundo a Agência Lusa, os membros dos governos norte-americano e do iraniano, que chegaram nessa sexta (10) ao país, foram recebidos nesta manhã pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.
A delegação iraniana é liderada por Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento do país e também por Abbas Aragchi, ministro das Relações Exteriores. A equipe do Irã tem cerca de 70 pessoas.
Os negociadores norte-americanas estão no Paquistão sob a liderança do vice-presidente J.D. Vance. Com ele, estão também Steve Witkoff, enviado especial do presidente Donald Trump e ainda Jared Kushner, genro de mandatário americano.
A cápsula da Artemis 2 e sua tripulação de quatro membros atravessaram a atmosfera da Terra e caíram com segurança no Oceano Pacífico nesta sexta-feira, depois de quase 10 dias no espaço, encerrando a primeira viagem de seres humanos às proximidades da Lua em mais de meio século.

A cápsula Orion da Nasa, batizada de Integrity, caiu suavemente de paraquedas no mar ao largo da costa sul da Califórnia, pouco depois das 17 horas (horário do Pacífico), concluindo uma missão que levou os astronautas mais longe no espaço do que qualquer outro voo anterior.
O voo da Artemis 2, que percorreu um total de 1.117.515 km em duas órbitas terrestres e um sobrevoo lunar a cerca de 252.000 milhas de distância, foi o primeiro voo de teste tripulado de uma série de missões Artemis que visam iniciar o pouso de astronautas na superfície lunar a partir de 2028.
A amerrissagem (pouso da aeronave na água), cerca de duas horas antes do pôr do Sol, foi transmitida por vídeo ao vivo em um webcast da Nasa.
A delegação iraniana, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, chegou a Islamabad, no Paquistão, para negociações de paz com os Estados Unidos, conforme meios de comunicação iranianos.

A delegação inclui altos funcionários e militares, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, o secretário do Conselho de Defesa, o governador do Banco Central e vários membros do Parlamento.
Segundo a televisão estatal, as negociações só começarão se os norte-americanos, liderados pelo vice-presidente, JD Vance, aceitarem as condições prévias do Irã.
A delegação liderada por Qalibaf desembarcou em Islamabad durante a tarde de hoje.

Em janeiro de 2027, a população mexicana começará a ser atendida por uma rede semelhante ao Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira fase, de cadastramento dos usuários com mais de 85 anos de idade e um acompanhante ou cuidador, terá início na próxima segunda-feira (13) e término em 30 de abril.

Um dos mecanismos prioritários do Serviço Universal de Saúde para o governo é a unificação de bases de dados dos pacientes das diferentes redes, o que permite a visualização de prontuários já cadastrados, evitando que os profissionais de saúde os tratem sem nenhuma informação.
A ideia é disponibilizar um aplicativo digital que centralize, inclusive, resultados de exames laboratoriais.
O serviço receberá investimentos que garantam remessas de medicamentos e amplo funcionamento de unidades de atendimento e salas de cirurgia. O governo tem como foco áreas de atendimento emergencial, gravidez de alto risco, infartos, doenças do cérebro, câncer de mama, consultas preventivas, quadros graves, nutrição, exercícios físicos e saúde mental, além de tratamentos contínuos.
A campanha massiva de bombardeios de Israel contra o Líbano, que em um dia matou, ao menos, 303 pessoas, não é capaz de conquistar resultados militares para Tel-Aviv na guerra contra o grupo político-militar Hezbollah. A avaliação é do oficial da reserva da Marinha brasileira capitão Robinson Farinazzo.

“É difícil saber se eles estão conseguindo atingir as estruturas do Hezbollah. O Hezbollah camufla muito bem seus equipamentos, que são bastante espalhados. Eu acho que é mais uma campanha para impactar a população civil do Líbano”, avalia.
O especialista militar, que preside o Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (Gsec), disse que Israel não consegue destruir o Hezbollah, como anuncia como objetivo das campanhas.
“Israel não vai acabar com o Hezbollah e acho que eles sabem disso. Pode ser desespero do [Benjamin] Netanyahu [primeiro-ministro de Israel] porque ele sabe que o [Donald] Trump [presidente dos Estados Unidos] está numa situação difícil e pode ser retirado do conflito, mas ele não acha que essa campanha vai ter resultados militares”, disse.
Os preços ao consumidor dos Estados Unidos tiveram o maior aumento em quase quatro anos em março, já que a guerra com o Irã impulsionou os preços do petróleo e o repasse das tarifas persistiu, diminuindo ainda mais as chances de um corte na taxa de juros este ano.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,9% no mês passado, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta sexta-feira (10), o maior aumento desde junho de 2022, quando os preços dispararam em resposta à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Os preços ao consumidor subiram 0,3% em fevereiro.
Nos 12 meses até março, o índice avançou 3,3%, depois de subir 2,4% em fevereiro.
Economistas consultados pela Reuters previam aceleração do índice a 0,9%, com taxa de 3,3% na base anual. O salto na inflação ao consumidor veio na esteira de uma recuperação acentuada no crescimento do emprego no mês passado, o que sugeriu que o mercado de trabalho permanece estável.
Os quatro astronautas da Artemis 2, que retornam da primeira viagem tripulada à Lua em mais de meio século, voltam para a Terra nesta sexta-feira a bordo da espaçonave Orion. O pouso deve ocorrer no Oceano Pacífico, ao sul da Califórnia.

Espera-se que o final da missão de dez dias da Nasa, a agência espacial norte-americana, comece com a separação da cápsula da Orion de seu módulo de serviço, seguida por uma reentrada ardente na atmosfera da Terra e um apagão de rádio de seis minutos antes da cápsula cair de paraquedas no mar.
Se tudo correr bem, os astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, juntamente com o astronauta canadense Jeremy Hansen, acabarão flutuando em segurança no oceano a bordo da cápsula da Orion pouco depois das 21h (horário de Brasília) na costa de San Diego.
O quarteto decolou de Cabo Canaveral, na Flórida, em 1º de abril, sendo lançado em uma órbita terrestre inicial pelo gigantesco foguete Space Launch System da Nasa, antes de navegar ao redor do lado oposto da Lua, aventurando-se mais profundamente no espaço do que qualquer outro ser humano antes deles.