Papas Francisco e Bento XVI foram vacinados contra a Covid-19

Papas, Francisco e Bento XVI são vacinados contra a Covid-19 – (Foto: Vatican Media)

Prossegue a campanha de vacinação contra a Covid-19, no Vaticano, iniciada na manhã desta quarta-feira (13), após a chegada do soro. Tanto o Papa Francisco quanto o Papa emérito Bento XVI já receberam a primeira dose da vacina.

Posso confirmar que como parte do programa de vacinação do Estado da Cidade do Vaticano”, disse o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, respondendo às perguntas dos jornalistas, “até hoje a primeira dose da vacina para a Covid-19 foi administrada ao Papa Francisco e ao Papa emérito”.

Francisco havia anunciado durante a entrevista ao Tg5 que seria vacinado esta semana, enquanto o secretário particular de Bento XVI, dom Georg Gaenswein, tinha confirmado que o Papa emérito também seria vacinado.

Recorda-se que na entrevista o Papa Francisco definiu a vacinação “uma ação ética, porque está em risco a sua saúde, a sua vida, mas também a vida dos outros”.

*VaticanNews


Papa defende que países compartilhem vacinas contra covid-19

O Papa Francisco durante a Audiência Geral

O papa Francisco pediu nesta sexta-feira (25), em sua mensagem de Natal, que as nações compartilhem as vacinas contra a covid-19. Ele afirmou que os muros do nacionalismo não podem ser construídos para impedir uma pandemia que não conhece fronteiras.

Em um sinal dos tempos, Francisco entregou a tradicional mensagem “Urbi et Orbi” (Para a cidade e para o mundo) de um púlpito dentro do Vaticano, em vez de fazer o pronunciamento da varanda central da Basílica de São Pedro, diante de dezenas de milhares de pessoas.

A pandemia e seus efeitos sociais e econômicos dominaram a mensagem, na qual Francisco apelou à unidade global e à ajuda às nações que sofrem com conflitos e crises humanitárias.

Neste momento da história, marcado pela crise ecológica e graves desequilíbrios econômicos e sociais agravados pela pandemia do novo coronavírus, é tanto mais importante que nos reconheçamos como irmãos”, disse.

Lembrando que a saúde é uma questão internacional, ele pareceu criticar o chamado “nacionalismo da vacina”, que as autoridades da ONU [Organização das Nações Unidas] temem que poderá piorar a pandemia se os países pobres receberem o imunizante por último.

Que o filho de Deus renove nos dirigentes políticos e governamentais um espírito de cooperação internacional, a começar pela saúde, para que todos tenham acesso a vacinas e tratamento. Diante de um desafio que não conhece fronteiras, não podemos erguer muros. Todos nós estamos no mesmo barco“, disse ele.

Os italianos estão sob bloqueio nacional durante grande parte do período de férias de Natal e Ano Novo. As restrições significam que as pessoas não podem ir à Praça de São Pedro ou à basílica para eventos papais.

Agência Brasil


Papa Francisco liga para Pe. Lancellotti e manifesta seu amor pela população de rua

Papa Francisco liga para Lancellotti e manifesta apoio ao seu trabalho junto aos pobres no Brasil

“O Papa disse que nos acompanha com carinho, sabe das dificuldades que vivemos e para que não desanimemos e tenhamos coragem, como Jesus, estando sempre junto dos pobres”, contou o sacerdote.

O Papa Francisco telefonou ao Padre Julio Renato Lancellotti, Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, na tarde deste sábado (10/10) para manifestar sua proximidade à população em situação de rua nesse período de pandemia.

Em entrevista ao jornal O SÃO PAULO, Padre Julio relatou que, às 14h15, recebeu um telefonema de um número não identificado e, quando atendeu, o Pontífice se apresentou: “Sou o Papa Francisco”, perguntando-lhe se desejava falar em espanhol ou italiano.

Em seguida, o Santo Padre informou que viu as fotos do atendimento realizado para a população de rua durante a pandemia, que lhes foram enviadas recentemente por intermédio da Rádio Vaticano/Vatican News.

O Papa disse que nos acompanha com carinho, sabe das dificuldades que vivemos e para que não desanimemos e tenhamos coragem, como Jesus, estando sempre junto dos pobres”, contou o sacerdote.

Francisco também pediu ao Padre Julio que transmitisse à população de rua que ele os ama muito, os abençoou, pedindo-lhes também suas orações por ele.

O Papa foi muito simples e próximo, como se conversássemos todos os dias”, destacou o Vigário Episcopal, que ficou emocionado e surpreso com o telefonema. “Eu levei um susto. Quanto ele disse que era o Papa Francisco, fiquei incrédulo no primeiro momento”, disse.


Papa: livre mercado e “economia do gotejamento” falharam na pandemia

O papa Francisco disse que a pandemia de covid-19 é a última crise a provar que as forças de mercado sozinhas e as políticas econômicas “gotejantes” falharam em produzir os benefícios sociais que seus proponentes alegam.

Em uma encíclica sobre o tema fraternidade humana, Francisco disse ainda que a propriedade privada não pode ser considerada um direito absoluto em todos os casos em que uns vivem extravagantemente e outros não têm nada.

Com o nome de Fratelli Tutti (Todos Irmãos), a encíclica assinada pelo papa em Assis no sábado (3) aborda temas como fraternidade, imigração, desigualdade entre ricos e pobres, injustiças econômicas e sociais, desequilíbrios na saúde e a crescente polarização política em muitos países.

O papa tinha como alvo a economia do gotejamento, teoria defendida por conservadores segundo a qual incentivos fiscais e outras benesses para grandes empresas e ricos acabam beneficiando o resto da sociedade por meio de investimentos e criação de empregos.

Houve quem quisesse que acreditássemos que a liberdade de mercado era suficiente para manter tudo seguro depois da pandemia“, escreveu ele. Francisco denunciou “este dogma da fé neoliberal“, que recorre às “teorias mágicas de ‘transbordamento’ ou ‘gotejamento’ como a única solução para os problemas sociais“. Uma boa política econômica, disse ele, “permite que empregos sejam criados e não cortados“.

Agência Brasil


Caicoense é selecionado para evento sobre economia com Papa Francisco

Diego Vale vai participar do evento na Itália

De 26 a 28 de março deste ano, Assis, a cidade de São Francisco na Itália, vai receber mais de 2000 economistas e empreendedores com menos de 35 anos, de diversos países, para participar do encontro “A Economia de Francisco”, evento convocado pelo Papa.

O propósito do Papa Francisco é reunir jovens pesquisadores, estudantes, doutorandos; empreendedores e dirigentes empresariais; inovadores sociais, promotores de atividades e organizações locais e internacionais. Jovens que lidam com o meio ambiente, pobreza, desigualdades, novas tecnologias, finanças inclusivas, desenvolvimento sustentável; em síntese, se preocupam com o bem estar das pessoas.

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Papa pede que famílias recolham celulares e conversem nas refeições

As famílias devem retomar a comunicação dentro do lar, recolhendo o celular durante as refeições, disse hoje (29), no Vaticano, o Papa Francisco. Ele fez o pedido durante a última oração do Angelus de 2019.

O pontífice convocou os fiéis a melhorar a comunicação dentro de casa. Ele sugeriu que a família moderna siga o exemplo dos personagens bíblicos Jesus, Maria e José, que se ajudavam mutuamente.

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“Dom Helder Câmara e o papa Francisco”, por Dom Antônio Carlos

Dom Helder Câmara e Papa Francisco

Por Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC – Bispo de Caicó/RN e vice-presidente do Regional Nordeste II da CNBB

Na festa de Santa Mônica, dia 27 de agosto deste ano, celebramos 20 anos do falecimento de dom Helder Câmara, 13  anos de dom Luciano Mendes de Almeida e dois anos de dom José Maria Pires. Parece que a mãe de santo Agostinho, o bispo de Hipona, tem uma predileção pelos bispos proféticos brasileiros.

Imagino a alegria de dom Helder se conhecesse o pontificado do papa Francisco, pois sentiria confirmado nos seus sonhos, que na verdade são sonhos de Deus. Por outro lado, em contextos diferentes, dom Helder antecipou muitas coisas que o Espírito hoje sopra pela boca do papa Francisco.

Como jovem, na década de 1980, bebi e vivi de tudo aquilo que se vivia na sociedade e na Igreja naquele período: o início do pontificado de um papa não italiano, pois o último tinha sido o holandês Adriano VI, falecido em 1522. João Paulo II, um polonês cheio de carisma e com uma capacidade enorme de se comunicar com os jovens (1978);  as conclusões da Conferência Episcopal Latino-americana e Caribenha em Puebla, e a opção preferencial pelos pobres e pelos jovens (1979), a primeira vinda de um papa ao nosso país, o país com o maior número de católicos do mundo (1980), a abertura política com as Diretas Já (1984) etc.

Nesse cenário destacava-se o nosso dom Helder com uma mistura de pastor, profeta e poeta. Líamos os seus livros, as suas poesias e comíamos os seus gestos, apesar da censura que tentava velar a sua transparência. Como diz nosso povo, tentavam tapar o sol com a peneira. Os raios sempre vazavam para fora da peneira da repressão e das instituições. Só o vi pessoalmente uma única vez, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, em 1985, por ocasião do Ano Internacional da Juventude, na execução da Sinfonia dos Mundos. Era apenas um pontinho branco de braços abertos no palco, regendo uma multidão, enquanto o maestro Isaac Karabtchevsky regia a orquestra do Projeto Aquarius, tendo Fafá de Belém como uma das solistas. Até hoje guardo essa imagem impregnada no coração.

O que há em comum entre esses dois profetas, entre dom Helder e o papa Francisco? Poderíamos citar inúmeros exemplos, porém apenas destacarei três aspectos fundamentais desses dois homens de Deus, o Dom da Paz e o Papa da Misericórdia.

Uma Igreja em saída (Uma Igreja ao encontro dos pobres): O papa Francisco no nº 24 da Exortação Apostólica Evangelii gaudium (A alegria do Evangelho) nos mostra que “a Igreja ‘em saída’ é a comunidade de discípulos missionários que ‘primeireiam’, que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam”. A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor, e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos”. Dom Helder fez isso com maestria. Os pobres como presença real do Senhor estavam sempre diante dos seus olhos: “Há a Eucaristia do Santo Sacramento: a presença viva do Cristo sob as aparências do pão e do vinho. E há uma outra Eucaristia, a Eucaristia do pobre: aparência de miséria? Realidade do Cristo!

A Igreja: o profetismo do nosso papa não é somente para fora, mas para dentro, de onde recebe tantas críticas. Denuncia a tentação de uma Igreja autorreferente que anuncia a si mesma e não ao Senhor Jesus. Alerta para o risco de uma Igreja que vive na mundanidade, na medida em que “faz as coisas de Deus”, porém nem sempre movida pelo Espírito de Deus. Uma Igreja que não consegue construir pontes com outras expressões religiosas. Dom Helder dizia: “Se eu não me engano, nós, os homens de Igreja, deveríamos realizar dentro da Igreja as mudanças que nós exigimos da sociedade”. Também dirá o nosso bom bispo: “A Igreja não é sempre tão bela, tão pura, tão corajosa e sincera como ela deveria, e mesmo como ela o quereria ser”. Enfaticamente, a favor do ecumenismo, bradará: “Jesus disse que ele é a porta do aprisco, do redil. Então, por que temos tantas vezes a tentação de sermos nós mesmos a porta?… É necessário que se passe através de nossa porta, de nossas definições, de nossas linguagens! Mas não! O Cristo basta! Basta uma porta, O Cristo!”.

A paz: O papa Francisco na sua mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro de 2017, apresenta a não violência como um estilo de uma política para a paz. Portanto, nos dirá no nº 5: “A construção da paz por meio da não violência ativa é um elemento necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação a todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um “manual” desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus –, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça”. Dom Helder vestiu essa camisa da não violência e a viveu até o fim, por razões evangélicas e estratégicas, porém seu pacifismo não era passivismo, era uma pressão moral libertadora. “A não violência não é de forma alguma uma escolha de fraqueza e da passividade. É crer na força da verdade, da justiça e do amor do que nas forças das guerras, das armas e do ódio”. “Eu não gosto muito da palavra não violência. Prefiro mil vezes a expressão de Roger Schutz: A violência dos pacíficos”. Ele mesmo carregava essa violência dos pacíficos como um modo de viver: “Chegando ao fim da minha vida, eu vejo que o mais belo presente que Deus me fez é o de permitir que jamais o ódio ou o rancor tomasse lugar no meu coração”.

Que nesses tempos de intolerância, de violências físicas e verbais, sobretudo com os mais excluídos, cercados por uma nuvem de testemunhas (dom Helder, dom José Maria Pires etc) e tendo os olhos fixos em Jesus (Cf. Hb 12,1-3) possamos rezar como dom Luciano Mendes: “Senhor Jesus, não vos pedimos que nos livreis das provações, mas que concedais a força do vosso Espírito para superá-las em bem da Igreja. A certeza do vosso amor nos renova cada dia. A alegria de servir aos irmãos é nossa melhor recompensa. Ensinai-nos, a exemplo de nossa Mãe, a repetir sempre “sim” no cumprimento da vontade do Pai. Amém!


Papa questiona fé de cristãos que consultam horóscopos e cartomantes

Papa Francisco fala sobre a fé dos cristãos

Agência Brasil – O papa Francisco afirmou neste domingo (13) que a fé não é uma fuga dos problemas, mas, sim, o que dá sentido à vida. Para Francisco, disse que cristãos que consultam “cartomantes e horóscopos” não tem “fé tão forte“.

Durante a Oração do Ângelus no Vaticano, o pontífice disse que, quando os fiéis não se “apegam à palavra do Senhor e, para ter mais segurança, consultam horóscopos e cartomantes, a pessoa começa a chegar ao fundo“.

Apenas a fé dá a segurança da presença de Jesus, que nos impulsiona a superar as tempestades existenciais.  É a certeza de segurar uma mão que nos ajuda com as dificuldades, apontando o caminho, mesmo quando está escuro“, acrescentou o papa.

Francisco ressaltou que o Evangelho de hoje, que recorda o episódio de Jesus a caminhar sobre as águas, tem “um rico simbolismo” e faz refletir sobre a fé, pessoalmente e em comunidade, porque o barco dos apóstolos “é a vida de cada um, mas também da Igreja”. E acrescentou: “este episódio é uma imagem da maravilhosa realidade da Igreja de todos os tempos: um barco ao longo da travessia também enfrenta ventos contrários e tempestades que ameaçam dominá-la“.

Na Praça de São Pedro, o pontífice afirmou que o que salva a Igreja é a “coragem e as qualidades dos seus homens sendo que a fé em Cristo e a sua palavra são garantias contra o naufrágio“.