SindJorn emite nota repudiando ato de deputado contra Juliana Celli

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte vem a público repudiar os atos de intolerância e autoritarismo cometidos em todo o País, à medida que se aproxima o dia da votação do segundo turno da campanha eleitoral à Presidência. Práticas totalitárias, violentas e preconceituosas, têm manchado a história da nossa democracia e colocado a vida de muitos em risco, inclusive dos colegas que fazem a imprensa norte-riograndense.

Repudiamos veementemente atos como o praticado pelo deputado estadual Getúlio Rêgo contra a colega jornalista Juliana Celli, no interior da Assembleia Legislativa, durante o expediente de trabalho. Tais atos foram relatados por ela em suas redes sociais nesta segunda-feira (15). Por anunciar um voto contrário ao do deputado, numa conversa corriqueira, a jornalista teve seu direito à livre opinião abafado pelo discurso autoritário do parlamentar, que passou a agredí-la verbalmente, na presença de diversas pessoas, numa clara prática de assédio moral e constrangimento profissional.

Num processo democrático, atitudes como a do parlamentar colocam em risco direitos constitucionalmente garantidos como a liberdade de opinião e de expressão, e revela o perigo que nos cerca.

O Sindjorn estará sempre na trincheira da democracia, base de nascimento de todas as conquistas sociais que temos hoje. Nos solidarizamos com a colega Juliana Celli, colocando os setores do Sindjorn à disposição para o acompanhamento do caso.

SINDJORN



Presidenciáveis condenam ataque a Bolsonaro

Candidatos à presidência da República comentaram o ataque contra Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (6), nas redes sociais. Todos repudiaram a ação contra o militar da reserva e disseram que os debates políticos não podem ser substituídos por violência.

O presidenciável Henrique Meirelles (MDB) disse que deseja pronta recuperação a Jair Bolsonaro e lamentou todo e qualquer tipo de violência. O candidato também afirmou, em nota, que o Brasil precisa encontrar o equilíbrio e o caminho da paz e que é preciso ter serenidade para apaziguar a divisão entre os brasileiros.

O concorrente ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes, exigiu ações das autoridades na identificação dos responsáveis por essa “barbárie” e disse que repudia a violência como linguagem política. João Amoêdo, do Novo, afirmou que as divergências políticas não justificam o ocorrido e que “não é possível aceitar nenhum ato de violência”.

Álvaro Dias, do Podemos, fez crítica à Bolsonaro dizendo que é, por casos como esse, que a violência nunca deve ser estimulada. Candidato do PSDB, Geraldo Alckmin escreveu que “política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio”. O tucano comentou ainda que espera que a investigação “seja rápida, e a punição, exemplar”.

Candidato do PSOL, Guilherme Boulos reafirmou o discurso de repúdio a “toda e qualquer ação de ódio” e cobrou investigações sobre o caso. Marina Silva, da Rede, disse que configura um atentado contra a integridade física de Bolsonaro e contra a democracia.

Em breve comentário, o concorrente do PT, Fernando Haddad, afirmou ser contra o ato de violência e que deseja “pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro”. O presidente Michel Temer também comentou, durante evento no Palácio do Planalto, que o episódio é lamentável.



Em nota, Sinpol repudia ação judicial movida pelo Governo do Estado contra categorias

O SINPOL-RN, entidade que representa os policiais civis e servidores da Segurança do Rio Grande do Norte, vem a público repudiar a atitude do Governo do Estado em acionar a Justiça contra as categorias que reivindicam o pagamento dos seus salários.

O Sindicato ressalta que os policiais civis não deflagraram movimento grevista em nenhum momento e sim decidiram se mobilizar para cobrar do próprio Governo a garantia do direito básico do trabalhador, que é o salário em dia.

São 22 meses seguidos de constantes atrasos. Até o presente dia, os policiais civis ainda não receberam seus salários de novembro. Além disso, o Governo do Estado, cometendo uma ilegalidade, não cumpriu a data limite de pagamento do 13º, postergando o pagamento para o mês de janeiro.

Ou seja, as categorias estão com dois pagamentos atrasados e, por isso, não têm condições de exercerem suas atividades com normalidade. O servidor precisa do seu salário para comer, para honrar com suas dívidas e para se locomover para o trabalho. São necessidades básicas que estão comprometidas.

Muitos policiais civis se apresentaram na Degepol tendo em vista a ausência de condições financeiras para se deslocarem para as delegacias onde estão lotados, assim como Agentes e Escrivães que trabalham no interior estão se apresentando nas delegacias regionais, sem paralisação das atividades.

Essa medida foi adotada única e exclusivamente em decorrência do atraso de salários, ou seja, a responsabilidade da mobilização da categoria é do próprio Governo. O SINPOL-RN, enquanto entidade representativa, por próprio dever constitucional, precisa atuar na defesa dos direitos e interesses dos seus representados.

Por isso, tem realizado assembleias diariamente com os policiais civis e servidores da Segurança para ouvir as demandas e anseios das classes. Acontece que, diante do atual cenário, a situação chegou ao limite e se tornou insustentável.

Então, os policiais civis passaram a se apresentar na Delegacia Geral, em Natal, e nas delegacias regionais no interior. O SINPOL-RN frisa que eles não estão se furtando de trabalhar, ao contrário disso, estão cobrando seus salários para que tenham condições de atender a população e de realizar suas investigações, diligências e operações.