Vazão do Açude de Pataxó diminui, mas, comunidades continuam isoladas

Açude do Pataxó transbordando no Vale do Assu
Açude do Pataxó transbordando no Vale do Assu – (FOTO: Alímpio Lopes)

Jarbas Rocha noticia em seu blog que o açude público de Pataxó, no município de Ipanguaçu, vem registrado diminuição no volume da lâmina de água. Segundo dados da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), que monitora o reservatório, na noite dessa última terça-feira (24), às 22:50h, o açude registrou uma lâmina de água de 50cm. Na tarde de hoje (25), às 16:15h esse número caiu para 16 cm. Segundo o coordenador, Genilo Rodrigues dos Santos, o volume de água que saiu do açude no início da manhã de terça-feira, chegou em outras regiões do município na manhã dessa quarta. Gelino, explica que as águas do açude demoram em média um dia para chegar nas adjacências das comunidades rurais que ficam próximas da zona urbana, como é o caso de sete comunidades, que já apresentam as passagens molhadas/pontes submersas, ficando intrafegáveis para veículos e pedestres.

Comunidades como São Miguel, Cuó, Luzeiro, Picada, Lagoa de Pedra, Itu e Porto o acesso só é possível através de canoas, que começa a ser disponibilizadas pela Prefeitura.  Com o principal acesso a comunidade de Picada ficou prejudicada, a Secretaria de Educação do município suspendeu as aulas da Escola Nelson Borges Montenegro, devido a impossibilidade dos alunos chegarem até a instituição escolar. Segundo a Secretaria, as aulas serão retomadas na escola, assim que for possível o acesso seguro dos alunos e professores. Em Luzeiro, as aulas ocorrem normalmente, já que todo o corpo educacional residem na própria comunidade.

A coordenadoria municipal de Proteção e Defesa Civil voltou a se reuniu com os secretários do governo. A reunião buscou articular os últimos pontos do plano de contingência para quais quer anormalidade, ficando decidido também o acompanhamento do reservatório do município de Angicos, açude na qual deságua para o Pataxó.

Plano de contingência

No plano está incluindo todo o mapeamento das áreas de riscos do município, como o planejamento dos grupos de atividades coordenadas composta por dirigentes e/ou servidores dos diversos órgãos municipais, além da parceria com diversos segmentos da sociedade organizada e das comunidades, como associação de moradores, ONGs e Igrejas.  O plano ainda prevê ações de prevenção e socorro para as áreas consideradas vulneráveis, deslocando desabrigados para abrigos seguros, buscando no menor prazo possível restabelecer a situação de normalidade no município.