MP diz que homicídio de Zaira Cruz foi quadruplamente qualificado

As qualificadores que pesam contra o cabo da Polícia Militar, Pedro Inácio Araújo de Maria, de 36 anos, na denúncia do oferecida pelo Ministério Público, estão previstas no artigo 121 do Código Penal Brasileiro.

Inciso terceiro do parágrafo 2º – Quando o homicídio é praticado com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;

Inciso quarto do mesmo parágrafo – Quando o homicídio é praticado à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;

Inciso quinto do parágrafo 2º – Quando o homicídio é praticado para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime:

Inciso sexto também do 2º § – Quando o crime é praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino.



Caso Zaira Cruz: Polícia Civil indicia Pedro Inácio por estuprou e feminicídio

Pedro Inácio foi indiciado por feminicídio e estupro

O delegado titular da Delegacia Municipal de Caicó, Leonardo Germano, responsável pela investigação do assassinato da estudante Zaira Cruz revelou, nesta terça-feira (26), que a universitária foi vítima de feminicídio e dois estupros praticados por Pedro Inácio Araújo de Maria, 36 anos, preso no dia 15 de março de 2019.

O inquérito demonstrou que a jovem, de 22 anos, foi estuprada pelo investigado, primeiramente, no mês de agosto de 2018, fato não denunciado na oportunidade, mas constatado na investigação. “No dia 02 de março de 2019, Zaira Cruz encontra-se com Pedro Inácio no carnaval de Caicó. Ele fica com a vítima, dentro de um veículo, entre 2h14min e 3hs da madrugada. Neste lapso temporal, Pedro Inácio tenta ter relação sexual com a universitária, porém, ela nega. Diante da negativa de Zaira, ele a estupra e depois decide matá-la. Por volta das 3hs, Zaira é encontrada morta dentro do veículo, no banco do passageiro”, detalhou o delegado Leonardo Germano.

As investigações da Polícia Civil revelaram que o estupro sofrido por Zaira Cruz, no mês de agosto, foi compartilhado pela vítima em conversas com pessoa próxima a ela. A universitária relatava que Pedro Inácio tentou manter relação sexual, sem uso de preservativo, no mês de agosto de 2018, e que, em razão da negativa dela, ele a violentou. “Diante deste fato, gostaríamos de deixar um alerta sobre a importância das mulheres denunciarem este tipo de violência, para que não haja uma progressão característica do ciclo da violência”, alertou o delegado Leonardo Germano.



21 dias da morte de Zaíra Cruz; Inquérito deve ser concluído nos próximos dias

Neste sábado (23), completaram-se 21 dias da morte de Zaíra Cruz, fato ocorrido no carnaval da cidade de Caicó. A jovem, foi encontrada morta no interior de um carro pertencente ao cabo da Polícia Militar, Pedro Inácio de Maria, inclusive, ele está preso preventivamente apontado pela Polícia Civil como principal suspeito de ter matado a jovem.

Zaíra Cruz foi morta no sábado de carnaval em Caicó e o Cabo da PM, Pedro Inácio está preso

O delegado Leonardo Germano, que preside o inquérito, já disse a imprensa que todas as provas levantadas na investigação apontam para o policial como sendo a pessoal que matou Zaíra. O crime teria sido praticado por asfixia mecânica.

O prazo para a conclusão do inquérito, é de 30 dias, podendo ser prorrogado, caso seja necessário.

Com a conclusão, o delegado elabora um relatório apontando tudo que foi apurado na investigação e quem é o responsável pelo crime. Ou seja, ele indicia alguém e encaminha o inquérito para a Justiça, que será transformado em processo.

O cabo da PM, Pedro Inácio de Maria, segue preso na sede do Comando Geral da Polícia Militar em Caicó, à disposição da Justiça.

Segundo aponta a investigação, o crime teria sido praticado na madrugada do dia 2 de março, sábado de carnaval. A jovem, estava com o acusado e ainda na companhia de outras amigas. De carro eles deixaram as amigas em casa, no Bairro Paraíba. Depois disso, Zaíra foi morta. O policial, Pedro Inácio, teria seguido para a sede do bloco (antiga Labodeguita) aonde estava, em frente a praça Dom José Delgado. Chegando em frente ao prédio, parou carro, mas não saiu. Depois de alguns minutos, entrou com o carro. Quando o dia amanheceu, Pedro Inácio, foi ao carro e disse ter encontrado Zaíra desacordada. Ela já estava morta.