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Nave espacial da SpaceX desintegra após maior parte do 3º voo de teste

People watch as SpaceX's next-generation Starship spacecraft atop its powerful Super Heavy rocket lifts off from the company's Boca Chica launchpad on an uncrewed test flight, as seen from South Padre Island, near Brownsville, Texas, U.S. November 18, 2023. REUTERS/Go Nakamura
© REUTERS/Go Nakamura

O foguete Starship, da SpaceX, projetado para eventualmente enviar astronautas à Lua, quase completou um voo de teste em sua terceira tentativa nessa quinta-feira (14). Ele chegou mais longe do que antes em uma trajetória em órbita baixa, mas foi desintegrado em seu retorno à Terra.

Durante webcast do voo, comentaristas da SpaceX disseram que o controle da missão havia perdido a comunicação com a Starship, enquanto a espaçonave reentrava na atmosfera em velocidade hipersônica.

Naquele momento, a espaçonave se aproximava de um pouso planejado no Oceano Índico, cerca de uma hora após o lançamento do sul do Texas.

O contato com a Starship foi interrompido momentos após a transmissão de vídeo ao vivo, de uma câmera montada no veículo, mostrar imagens de alta definição de um brilho avermelhado envolvendo a espaçonave prateada devido ao calor da fricção de reentrada, enquanto ela mergulhava em direção à Terra.

Poucos minutos depois, a SpaceX confirmou que a espaçonave havia sido “perdida” — incinerada ou destruída — durante o estresse da reentrada.

Por motivos que não ficaram claros, a SpaceX optou por pular um dos principais objetivos do voo de teste — uma tentativa de reacender um dos motores Raptor da Starship quando ela se movia em órbita rasa. Esse ponto é considerado fundamental para o sucesso no futuro.

Mesmo assim, a conclusão de muitos dos objetivos de voo pretendidos pela Starship representou progresso no desenvolvimento de uma espaçonave crucial para o crescente negócio de lançamento de satélites da SpaceX, fundada por Elon Musk em 2002, e para o programa lunar da Nasa, a agência espacial norte-americana.

O diretor da Nasa, Bill Nelson, parabenizou a SpaceX pelo que chamou de “voo de teste bem-sucedido” em declaração publicada na plataforma X. A agência espacial dos EUA é a maior cliente da SpaceX.

A presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, escreveu em um post no X que o teste marcou um “dia incrível”.

A espaçonave de dois estágios, que consiste na Starship montada no topo de seu imponente foguete Super Heavy, decolou da base de lançamento Starbase, próximo à Boca Chica Village, no sul da Costa do Golfo do Texas.   

Durante o voo, a Starship atingiu altitudes máximas de 234 km, informou a empresa.

A espaçonave superou em muito seus dois desempenhos anteriores, ambos interrompidos por explosões minutos após o lançamento. A empresa reconheceu antecipadamente a alta probabilidade de que seu último voo pudesse terminar da mesma forma, com a destruição da espaçonave antes que o plano da missão fosse concluído.

Considerada mais tolerante ao risco do que muitos dos participantes mais estabelecidos do setor aeroespacial,  a cultura de engenharia da SpaceX baseia-se em estratégia de testes de voo que levam a espaçonave ao ponto de falhar para, em seguida, aperfeiçoar melhorias por meio de frequentes repetições.

O voo dessa quinta-feira atingiu muitas das metas de engenharia estabelecidas para a missão. Mas além do fracasso da reentrada da Starship e do teste de reignição do motor, a SpaceX não conseguiu demonstrar uma tentativa de trazer o foguete Super Heavy de volta à Terra, parte da rotina da empresa para recuperar seus propulsores de lançamento para reutilização.

As autoridades da SpaceX disseram que planejam realizar pelo menos mais seis voos de teste da Starship neste ano, sujeitos a aprovação regulatória.

A empresa é obrigada a investigar cada falha na missão de teste e entregar as descobertas e ações corretivas à Administração Federal de Aviação para a aprovação da agência antes que o veículo possa voar novamente.

No geral, o teste abrangeu uma fração das demonstrações e missões pelas quais o veículo deve passar antes de ser considerado seguro o suficiente para levar pessoas ao espaço.

AMusk conta com a Starship para cumprir a meta de produzir uma espaçonave grande e multifuncional de última geração, capaz de enviar pessoas e cargas à Lua ainda nesta década e, por fim, voar até Marte.

Musk também vê a Starship substituindo o foguete Falcon 9 da SpaceX como carro-chefe do negócio de lançamento comercial da empresa. 

A Nasa também depende muito do sucesso da Starship, com papel central em seu programa Artemis, sucessor das missões Apollo que colocaram os astronautas na Lua pela primeira vez há mais de 50 anos.

Embora os executivos da Nasa tenham adotado a abordagem de testes de voo frequentes de Musk, os funcionários da agência deixaram claro, nos últimos meses, seu desejo de ver um progresso maior no desenvolvimento da Starship, à medida que os Estados Unidos competem com a China para chegar à superfície lunar.

(Joe Skipper, Steve Gorman e Joey Roulette – Repórteres da Reuters)

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Agência Brasil

Dr. DINNA Oliveira
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