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Fátima Bezerra destaca potencial do Nordeste em energias renováveis e busca por crescimento inclusivo

Foto Breno Esaki (02)

A governadora do Rio Grande do Norte e presidente do Consórcio Nordeste, Fátima Bezerra, esteve em destaque nesta terça-feira 26, durante um debate promovido pelo portal Metrópoles. O evento, intitulado “Nordeste em Pauta: importância do crescimento econômico para o Brasil”, contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, a secretária nacional de políticas para integração do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, além de representantes do IPEA e do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).
No debate, Fátima Bezerra fez uma análise detalhada da situação econômica do Nordeste, identificando os desafios históricos enfrentados pela região. Ela ressaltou que o Nordeste ainda apresenta o menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita do país, um reflexo do desinvestimento e da desindustrialização. “O Nordeste ainda tem o menor PIB per capita do país, fruto do desinvestimento e da desindustrialização. Mas, agora temos uma nova configuração com medidas que vislumbram um cenário animador, como é o caso das energias renováveis”, afirmou a governadora.
A energia eólica, em particular, foi destacada por Fátima Bezerra como um setor em crescimento na região. Ela informou que o Rio Grande do Norte é responsável por gerar 30% da energia eólica do Brasil. “Apenas o Rio Grande do Norte, por exemplo, gera 30% da energia eólica do país, o que é muito significativo em tempos de urgente necessidade de descarbonização do planeta”, destacou.
Aristides Monteiro Neto, diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do IPEA, corroborou a visão da governadora. Ele enfatizou que a negligência histórica em relação ao Nordeste acentuou as desigualdades regionais. “Agora uma nova perspectiva se apresenta e a região cresceu no último ano média de 3%. E a capacidade de reflexão e planejamento melhorou muito na região”, observou Monteiro.
Além das energias renováveis, Fátima Bezerra ressaltou os avanços na educação e formação profissional no Nordeste. Ela citou o exemplo da empresa Voltália, que instalou seu centro mundial de operações em energias renováveis em Mossoró, graças à mão de obra qualificada formada no Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Norte (IFRN) de João Câmara.
Quanto à atuação do Consórcio Nordeste, Fátima Bezerra enfatizou sua importância na articulação de políticas públicas regionais. Institucionalizado em 2019, o Consórcio busca promover o diálogo entre os estados nordestinos e fortalecer o pacto federativo. “Buscamos atuação conjunta para soluções aos principais problemas da região. Além disso, o Consórcio exerce papel preponderante no debate nacional e na conjuntura política no novo governo”, afirmou a governadora, fazendo referência ao novo PAC Seleções.
Em relação à infraestrutura, Fátima Bezerra destacou a transposição de águas do São Francisco como uma prioridade para o desenvolvimento econômico da região. Ela informou que as obras do ramal Apodi representam um investimento de R$ 1 bilhão e que foi criado um observatório no âmbito do Consórcio Nordeste para acompanhar o andamento dessas e outras obras. A governadora também enfatizou a importância da agricultura familiar para o Nordeste, mencionando que 50% da produção nacional vem da região.
No setor de energias renováveis, Fátima Bezerra anunciou que o Nordeste possui R$ 150 bilhões contratados para a expansão da produção. Ela mencionou 13 projetos de hidrogênio verde e usinas de energia limpa offshore em tramitação no Ibama. A governadora também destacou o projeto Porto Indústria Verde, que será implantado através de Parceria Público Privada (PPP).
Em sua conclusão, Fátima Bezerra reiterou o compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável, inclusivo e justo. “Antigamente se dizia que o Nordeste era problema, mas hoje é solução para o mundo por seu potencial em energia limpa. Promover o desenvolvimento econômico com inclusão e justiça social é o grande desafio que tem que estar permanentemente em nosso radar”, concluiu.

AgoraRN

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