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Custo de catástrofes naturais mais do que duplicou desde os anos 1980

ROCA SALLES, MUÇUM, RS, BRASIL, 10.09.2023 - Governador acompanha a visita do presidente em exercício Geraldo Alckmin as cidades atingidas pelas enchentes. Foto: Mauricio Tonetto / Secom
© Mauricio Tonetto / Secom

O custo econômico das catástrofes naturais no mundo está aumentando em números absolutos devido às alterações climáticas e mais do que duplicou desde os anos 1980 em relação ao percentual que representa do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No período 2020-2021, estas catástrofes representaram cerca de 0,22% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, enquanto nos anos 1980 e nas duas décadas anteriores tinham representado, no máximo, 0,08%, segundo dados apresentados hoje pela economista-chefe da OCDE, Clare Lombardelli.

Estes custos situavam-se entre 0,15% e 0,18% do PIB nas décadas de 1990, 2000 e 2010.

Lombardelli apresentou estes números por ocasião da publicação do relatório semestral de Perspectivas da organização, explicando em particular que os países membros precisam criar mais espaço para uma série de custos que devem aumentar no futuro, como os decorrentes do envelhecimento da população, e também das alterações climáticas.

O sucessor de Lombardelli a partir de 1° de junho, o antigo ministro português Álvaro Santos Pereira, explicou à Agência EFE que as necessidades de investimento para a transição energética terão de quadruplicar em relação ao que está sendo feito atualmente, atingindo mais de € 4 bilhões (US$ 4,2 bilhão) por ano até 2030.

De acordo com a Agência Internacional da Energia (AIE), que depende da OCDE, serão necessários US$ 4,5 bilhões por ano até ao início da próxima década para tentar alcançar o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius.

Álvaro Santos Pereira salientou que o impacto das catástrofes naturais não será linear em todo o mundo.

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Agência Brasil

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