Comitiva visitará experiência que poderá ser usada no Projeto de Agrovilas na Barragem de Oiticicas

José Procópio, como presidente do CBHPPA lembra é preciso continuar economizando água
José Procópio, como presidente do CBHPPA lembra é preciso continuar economizando água – (FOTO: Marcos Dantas)

Uma comitiva formada por representantes do SEAPAC, da Secretaria de Assuntos Fundiários e Reforma Agrária, FETARN e Procuradoria Geral do RN, estará visitando a partir desta quinta-feira (17) um projeto de irrigação em bases orgânicas com agricultores familiares, gerenciado pelo DNOCS no Perímetro Irrigado Tabuleiros Litorâneos, no município de Parnaíba (Piauí).

De acordo com o engenheiro-agronômo, José Procópio de Lucena, representante  do SEAPAC na missão, a visita contribuirá para a implantação de um projeto de Base Agroecológica, para as 110 famílias de agricultores familiares no entrono da Barragem de Oiticica, “centrado em um modelo de gestão compartilhada/descentralizada, no fortalecimento do associativismo, na participação e controle social do projeto durante todas as suas fases de planejamento, elaboração, execução, monitoramente e avaliação”, destacou.

Somente na região de Oiticicas, cerca de 11 mil hectares serão cobertos com as águas da Barragem, que vem sendo construída pelo Governo Federal em parceria com o Governo do Estado. “Nos municípios de Jucurutu, São Fernando e Jardim de Piranhas serão 773 famílias de agricultores, dos quais 110 famílias deverão ser reassentadas em terras no entorno da barragem para continuarem suas atividades e manterem suas famílias com dignidade e qualidade de vida”, diz Procópio.

E essa responsabilidade pelo reassentamento das Famílias está com o Governo do Estado, através da Secretaria de Assuntos Fundiários e Reforma Agrária. O Projeto de Assentamento destas famílias de agricultores familiares vem sendo elaborado, dentro de uma discussão que envolve, além do Governo, o Movimento dos Atingidos com a construção, entidades sindicais e Igreja Católica, através do Seapac.

A discussão passa por uma perspectiva sustentável e de transição agroecologica, capaz de promover a soberania e segurança alimentar e nutricional destas famílias, alem, de gerar renda e proporcionar a produção de alimentos saudáveis para o PNAE, PAA, mercados locais e no futuro para a central de comercialização da agricultura familiar e economia solidária em Natal”, finalizou Procópio Lucena.