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Gaza: cessar-fogo pode estar perto, mas bombardeios persistem

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, revelou que continua
© Bassam Masoud /Reuters

Os esforços para um cessar-fogo em Gaza decorrem em vários locais nesta segunda-feira (29): na Arábia Saudita estão reunidos ministros de países ocidentais e árabes e, no Egito, mediadores vão receber líderes do Hamas para discutir um acordo. Enquanto isso, os ataques israelenses não dão trégua: o número de mortos no mais recente ataque contra a cidade de Rafah subiu para 20.

As negociações para um cessar-fogo em Gaza estão avançando, mas é necessário manter a cautela, disse o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, que vai se reunir hoje em Riade com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

“As coisas estão avançando, mas é preciso ter sempre cuidado nessas discussões e negociações. A situação em Gaza é catastrófica e precisamos de um cessar-fogo”, disse o francês Stephane Sejournesa à agência Reuters na capital da Arábia Saudita, onde vai se encontrar com outros ministros de países árabes e ocidentais.

Também em Riad, para alcançar um cessar-fogo, está Antony Blinken. O chefe da diplomacia norte-americana inicia nesta segunda visita de dois dias à Arábia Saudita para discutir como chegar a uma trégua na Faixa de Gaza que permita, simultaneamente, a libertação dos reféns do Hamas.

Os esforços ocorrem também no Cairo, onde mediadores do Egito e do Catar estarão reunidos para nova rodada de negociações com líderes do Hamas.

Nesse domingo, as autoridades do Hamas disseram que uma delegação liderada por Khalil Al-Hayya, um dos líderes do grupo em Gaza, iria participar das discussões. À mesa estará um acordo de cessar-fogo, desenhado pelo próprio Hamas, em resposta a uma proposta israelense de tréguas entregue no sábado.

Uma fonte ouvida pela agência Reuters avançou que o acordo de Israel inclui a libertação de 40 reféns do Hamas em troca da libertação de palestinos detidos em prisões de Israel. Inclui ainda uma segunda fase de tréguas, com um “período de calma sustentada”, ao invés do cessar-fogo permanente que o Hamas tem exigido.

Após a primeira fase, Tel  Aviv se compromete a permitir a livre circulação entre o sul e o norte de Gaza, assim como uma retirada parcial das tropas que se encontram na região.

Na cidade palestina de Rafah, onde mais de 1 milhão de pessoas estão refugiadas, continuam os bombardeios de Israel. Pelo menos 20 pessoas morreram e várias ficaram feridas num ataque aéreo contra três casas nessa zona do sul da Faixa de Gaza, segundo as autoridades de saúde locais.

Em Gaza, ao norte, aeronaves israelense atingiram mais duas casas, deixando pelo menos quatro mortos.

Há semanas que se antecipa um ataque em larga escala em Rafah, que Israel diz ser o centro de operações do Hamas. Os governos de nações estrangeiras e as Nações Unidas têm expressado preocupação perante essa ameaça, temendo um desastre humanitário.

Israel prometeu erradicar o Hamas e, na operação militar que lançou para esse fim, já matou mais de 34 mil palestinos – 66 dos quais nas últimas 24 horas, segundo as autoridades de saúde de Gaza.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Agência Brasil

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